sábado, maio 10, 2008

Dois quartos de bife (I)

Esta semana comecei a ler o livro "O Rio Triste", de Fernando Namora. Um romance muito belo e realista. Entre muitas passagens que adorei, esta tenho mesmo que partilhar. Vou parti-la em dois para ser mais fácil de ler. Mesmo assim ainda vai ficar com um tamanho considerável, mas garanto-vos que vale a pena.

Transcrição integral:
«Creio que havia uma tipografia ali perto, enquanto estivemos lá dentro ouvia-se o ruído das impressoras. Era a hora do almoço e os tipógrafos mais novos tinham-se juntado ao portão. Galhofavam, riam, jogavam com uma bola de borracha. Quando me viram aparecer, investigaram-me traço por traço. Bem o senti. Mas fingi não dar por nada. Tenho um rosto altivo, talvez mesmo desdenhoso, as pessoas não me olham duas vezes. E o meu andar, que dizem ser de graça, ajuda a essa altivez. Sou uma senhora. Entre onde entrar. E eu entro em quase todo o lado. O quase que me falta é uma das minhas tentações. Secretas. Os segredos do meu mundo inventado.
Saí, pois, subindo a ladeira acima. Talvez de cabeça baixa. Mas mesmo de cabeça baixa, sou a tal pessoa que faz vergar o olhar dos outros. Mal eles sabem da fragilidade que me vai por dentro. Sobretudo quando me mostro distanciada, um tanto fria, mirando as pessoas até lhes arrombar as fechaduras e fazendo crer que não valem muito para mim. Subi a ladeira e vim ter ao largo. Antiquários, táxis, uma igreja. A pastelaria, essa onde entrei, fica numa das esquinas. Podia ser uma taberna, tem coisas sujas pelo chão. E os móveis cheiram, um cheiro que se mistura ao da comida e ao das pessoas suadas. Não gosto de pessoas que suam.
Que iria eu fazer depois daquilo? Ou melhor: que gostaria eu de fazer depois daquilo? Senti-me eu própria um pouco irreal, talvez, nem feliz nem arrependida, de certeza confusa, num mundo à parte daqueles jovens que corriam em grupo, do vendedor de cautelas, do casal de cegos que se preparava para atravessar a rua, exactamente na passagem dos peões – como teriam acertado com tal rigor? Entrei na pastelaria. Sentei-me. É bom sentarmo-nos num lugar quando não sabemos para onde ir, ou quando, embora saibamos, não nos apetece ir para lá. O empregado aproxima-se, está direito ao pé de mim, enquanto roda, enfastiado, e aguarda que eu fale. Mas não falo, sinto-me ainda numa saborosa vertigem, amo-o tanto, eu sei que o amo, amo-te Rodrigo, mas, não sei porquê, o que sucedeu parece que foi estranho a esse amor, ou então é desta enleadora vertigem, daqui a pouco já verei as coisas com mais clareza, eu não falo, absorta, é como se estivesse ainda num outro lugar, ali é apenas o meu corpo magoado, e ele, o empregado, pergunta:”Que deseja?” Que desejo? – repito a mim própria, como num eco, fazendo o possível por estar realmente ali. Que posso eu desejar, além de estar sentada naquela cadeira, as mãos metidas nos bolsos, roendo o lábio que ele beijou, sugou, mordeu até me fazer sentir, toda eu, uma polpa inchada e quente, deliberadamente dorida? Que posso eu desejar, Teresa? Voltar para donde acabas de vir, ainda lá o encontrarias, é, a bem dizer, a casa dele, fazer amor o dia inteiro, a semana inteira, a vida toda? Fazer amor com este sentimento de culpa – de que és, afinal, culpada? Que desejas, Teresa: nunca lá mais tornar? Responde. O empregado olha-te, está à espera, e tu olha-lo também, e como ele esperando, até que o pobre insinua: “É hora de almoço. Servimos bifes, meios bifes e… um quarto de bife.” O que ele hesitou para dizer “um quarto de bife”! No mundo há de tudo, de facto. Há a Teresa, que sou eu, há a casa de onde venho, a casa dos tios do Rodrigo (conheci-os protocolarmente há três semanas, mais dia menos dia), há pastelarias, há barcos lindos, lindos, que atravessam o rio escoltados por gaivotas, e há quartos de bife. As pessoas que organizam estas coisas nem se ficaram por meio bife. Pensaram em tudo, naqueles que não têm apetite nem dinheiro que cheguem para metade de um bife. Talvez eu também me sinta em menos metade de mim própria. O empregado percebeu logo isso, e daí ter acrescentado: ”Talvez um quarto de bife para a senhora.” Um quarto de bife, um quarto (metade de metade) seja do que for. A dose de nada. A dose dos famintos que nem a sua fome podem matar. E a Teresa concordou: “Está bem, um quarto de bife.”
E pus-me a pensar: que será verdadeiramente, assim à vista, um quarto de bife? Um quarto (metade de metade) pode ser pouco e pode ser tanto. E pode ser várias coisas. Pode ser um quarto para se dormir, para fazer amor. “Este quarto é de quem Rodrigo?” – “Meu, querida, o dos tios é o outro a seguir.” Um quarto forrado de papel dourado. Oiro velho, baço, nobre. Velho de quê? Do tempo. Das mãos do tempo, que também matizam e arrefecem, põem nódoas, dão vida e dão morte. Estava ela no quarto, toda ela de Rodrigo, e nem assim deixara de pensar no dourado do papel. O dourado velho já não agride. É mais caricioso, mais suave, não magoa os olhos que lhe procuram o apagado brilho.
Aqui está o empregado com o quarto de bife. É muito pouco, realmente, um quarto de bife. Uma miniatura de carne afogada num estendal de batatas fritas. Agora fico a saber a que cheiram os móveis, a que cheirava a cadeira e esta mesa: a batatas fritas. A carne, de tão pouca, nem chega a impregnar as coisas do seu odor. Mas, afinal, como é saborosa. Isto é: uma comida, digamos um bife, não sabe nem mal pela quantidade. É por outras coisas. Este soube-me a manjar de deuses. Comi-o num instante, com tal sofreguidão, com tal deleite, que o empregado, atento, voltou a aproximar-se: ”Talvez a senhora deseje outro quarto de bife.” E eu respondi logo, creio que a minha voz também se fizera cúmplice: “Boa ideia. Talvez outro quarto de bife.”»

Valete Frates
P.S.: Tendo que dactilografar tudo, este texto ganha uma dimensão ainda maior para mim.


OZ - Said - Parte II (Solidão)

E o que acontece quando tudo o que somos e representamos cai à nossa volta?
Quando todos aqueles que gostamos se afastam, abandonam-nos, e ficamos irremediavelmente sozinhos?
Morremos da pior maneira possivel, vendo os dias passar, sozinhos e imersos em solidão. E tudo, porque quisemos um bocadinho de felicidade.
Valete Frates

quarta-feira, maio 07, 2008

OZ - Said - Parte I (Blasfémia)

Introduzo agora outra personagem da série OZ. O Imã Kareem Said. Ele é o lider espiritual (e não só) dos islâmicos, ao longo de quase toda a série.
Um homem que tenta personificacar o rosto da luta pela igualdade de direitos, da fé islâmica, e das virtudes do ser humano. Algures pelo meio da série consegue falhar nelas todas. No início é sedento de poder, apaixona-se por uma mulher branca, e não olha a meios para atingir os fins. Ele que tanto tenta aproximar-se de Deus e obedecer a todas as suas regras, torna-se o mais humano na hora de ceder à tentação.
Todavia mais para o fim aceita a sua condição de homem pecador, aprendendo com aqueles que já estão perdidos, e aí encontra verdadeiramente a voz de Alá.

Valete Frates

domingo, maio 04, 2008

Etapas para um fim


Toda a obra ou invenção, é elaborada através de etapas. Começamos com a ideia, à qual se segue o projecto, depois passamos para o protótipo e por último para a concretização da ideia original.
Concerteza não haverá maior empreendimento no mundo do que a afirmação pessoal de um ser humano. Exige tanto de quase todos os campos que o homem é capaz de trabalhar. Física, química, biologia, psicologia, filosofia, linguística, matemática, arte...e a lista continua.
Eu considero-me um projecto em andamento, já defini a ideia de que estilo de pessoa queria ser à algum tempo, agora estou a receber informação para me tornar esse estilo de pessoa. Recebo-a essencialmente na universidade, mas não integralmente.
Ainda tenho os meus pais e enquanto eles estiverem por cá estarão sempre a ensinar-me coisas que não sei fazer, a chamar-me à atenção quando faço algo de errado. A questão está se terei sempre a capacidade para os ouvir e não me julgar a todo o tempo o senhor da razão (como costumo fazer).
Tenho amigos com os quais estou sempre a aprender coisas novas, boas e más. Neste caso é posto em causa o meu discernimento, conseguir separar e seleccionar aquilo que devo reter e aquilo que devo condenar (como é preciso ter coragem).
Depois vêem as gerações mais novas, com as quais é preciso aprender a lidar. Ensinam-nos tanto sobre as coisas mais simples, coisas essas que com o passar do tempo deixamos de prestar a devida atenção (como são belos os seus ensinamentos).
Pensando bem, depois de reflectir um bocado, chega-se à conclusão que na vida, nunca passamos de um projecto. Um esboço de tudo aquilo que podemos e queremos ser ou aprender.
"Vive-se a aprender, e morre-se sem saber."
De repente estas palavras ganham um maior significado. Se a aprendizagem implica que nós estamos na fase do projecto, então nunca saímos dessa fase durante toda a vida. Talvez sejamos a obra inacabada de um ser superior, que à imagem dos génios renascentistas vendo que não conseguia tornar a sua obra perfeita, deixou-a inacabada, à espera de um momento em que talvez a obra se torne perfeita por si própria.
Daí venha talvez a nossa procura pela perfeição e consequentemente a procura pela felicidade. Nada nos parece tão perfeito como quando estamos felizes, talvez nenhum outro local seja tão perfeito como o local onde a felicidade se encontra. Toda a gente sabe que no mundo de hoje a felicidade é algo difícil de encontrar. Temos demasiadas distracções, demasiadas coisas para comprar, demasiadas horas para desperdiçar, demasiado tempo para trabalhar, demasiadas séries de televisão, demasiada inércia mental para vencer. Se calhar vemos tanta infelicidade aos nossos olhos que deixamos de acreditar na felicidade aqui nesta vida terrena. Na volta é por isso que acreditamos no paraíso, queremos uma recompensa de uma vida infeliz e imperfeita. Demasiadas questões e tão poucas respostas, como sempre.
Tudo isto para dizer que pelo menos na nossa simples vidinha devemo-nos manter humildes, porque haverá sempre uma realidade superior na qual somos ainda muito inferiores.

Valete Frates

sábado, maio 03, 2008

Música do mês


No lindo mês de Abril esta foi a minha escolha de todos os dias. Os meus ideais revolucionários tomaram conta de mim, e claro a música acompanhou. Belíssimo poema de Manuel Alegre que foi brilhantemente interpretado pelo já falecido Adriano Correia de Oliveira. Como era bonita a nossa música em tempo de revolta.

Trova do Vento que Passa - Adriano Correia de Oliveira

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Valete Frates

quinta-feira, maio 01, 2008

Onde param os ideais?

Antes da revolução era assim. Por onde a censura passava o seu famoso lápis, era certo que essa publicação nunca mais viria a luz do dia. Tudo o que fosse contra o regime ou amigos do regime era logo colocado de lado.
No desenho acima vemos algo de muito simples mas que explica muito das lutas dos trabalhadores pelos seus direitos, por melhores condições laborais e sociais, pelo reconhecimento do seu papel. A representação máxima das suas lutas era o reconhecimento do 1º Maio, o feriado do trabalhador. O dia que marca a luta dos trabalhores e operários contra a opressão e exploração da burguesia e da entidade patronal.
Com o 25 de Abril toda a gente pensava que o poder estaria de volta ao povo. Porque usaram as palavras "de volta" ainda não percebo tendo em conta que o poder nunca esteve, nem está do lado do povo.
Se naquela altura, em tempos ditaturiais os trabalhores eram explorados e mal-pagos, como estão eles hoje?
Continuam a ser explorados e mal-pagos. Exemplo máximo disso temos o dia de hoje, em que muitas fábricas não respeitam o feriado, e as grandes superficies mantêm as lojas abertas.
Culpados disto somos todos, que não fazemos ouvir a nossa voz e por vezes ainda pactuamos com este tremenda ofensa à liberdade.
Devemos fazer ouvir a nossa voz no dia hoje para ajudar aqueles cujos direitos não estão a ser respeitados, boicotar o comércio que não respeita o trabalhador. Todavia que fazemos nós?
Aproveitamos o feriado para ir com a família ao shopping.
Hoje devia ser um dia de principios, devia ser um dia de serviços mínimos. Foi para isso que o dia do trabalhador foi criado, para dar valor a todas as pessoas cujo trabalho parece pequeno e de rosto invisível mas que se todos deixaissem de o realizar o país parava.
Que valeram as greves, as represálias, os espancamentos, as prisões, as lutas do pré-25 Abril para que hoje tudo esteja na mesma, nesta nossa sociedade "livre"?
Hoje somos escravos da economia, já que para o bem desta todos os meios são justificados e aceites. Somos reféns da precariedade. Somos o brinquedo sexual dos impostos e das crises. A nossa voz não pode ser ouvida, pois pode ser facilmente silenciada por esses seres mesquinhos que encontramos acima de nós. Depois acabamos no olho da rua, sem emprego, sem dinheiro, sem comida na mesa.
Mudando ligeiramente de assunto, antes havia cidadãos de primeira que normalmente incluam a função pública e outros cargos ligados ao estado; e os cidadãos de segunda operários e trabalhores por conta de outrém. Esta distinção era obviamente injusta pois todos descontavam para o mesmo, e todos pagavam impostos para o mesmo.
Agora somos todos cidadãos de segunda, todos peixe-miúdo, todos dispensáveis, comemo-nos uns aos outros por uma côdea. Considero correcto as manifestações que os funcionários públicos estão a realizar para reinvidicar a restituição de alguns dos seus direitos. Todavia considero que essa não é a grande questão, já que tal reside não restuição dos direitos a alguns, mas na atribuição de direitos iguais a todos. A chave está em sermos todos cidadãos de primeira, em sermos todos respeitados. Para isso acontecer temos todos que nos unir e lutar por direitos iguais. Talvez 40 anos depois, um Maio de 2008 esteja a ser a coisa necessária.
O problema é que em Maio começa o circuito de Queimas, e vamos ter toda a população universitária bêbada. E pior é que se pensarmos bem, mesmo que ela estivesse sóbria, a sua estupidez, falta de cultura e umbigo, não permitiria que uma revolução fosse iniciada.
Quantos jovens sabem o que foi o Maio de 68?
Eu por mim cumpro com a minha parte, faço a minha voz ser ouvida e boicoto tudo aquilo que entendo ser uma falha grave dos ideais impostos pelo 25 de Abril.
Isto é como reciclar, se cada um fizer a sua parte as coisas começarão a mudar.
Por último deixo um apelo a toda a gente, mas principalmente às jovens mentes de amanhã que residem nas nossas universidades. Lutemos pelos direitos do povo agora, pois caso contrário amanhã seremos nós que precisaremos de alguém que lute por nós. Esse sim é o verdadeiro espírito universitário, o espírito lutador, empreendedor, violas tocando ao vento, palavras de ordem. Não são só capas traçadas e copos de cerveja, pois se for apenas isso é apenas pura estupidez e egoísmo.
Com o coração apertado posso dizer que hoje o 1º de Maio é o feriado mais oco de significado que temos no calendário.
Valete Frates

quarta-feira, abril 30, 2008

7 Bandas - The Doors









"I'm the lizzard king, I can do anything..."

Famosas palavras proferidas pelo homem que graças a elas ficou conhecido pelo Rei Lagarto. Falo, claro está, de Jim Morrison, uma das personagens mais carismáticas do século passado, uma voz que marcou "A Geração". A história dos Doors confunde-se um pouco com a do seu vocalista. Aliás isto acontece sempre que uma banda tem um lider com uma personalidade bastante vincada e forte. O lider da banda deixa de ter vida a partir de um determinado momento, passando a ser uma verdadeira lenda. Vamos então contar a história desta banda, recheada de poesia, sexo, drogas, rock n' roll, mitos, e até teorias da conspiração...

Jim Morrison era um estudante de cinema na Universidade da Califórnia. Um jovem impressionado com histórias místicas, psicadelismo, e poesia (essencialmente William Blake). Certo dia num encontro com o seu amigo Ray Mazarek, decide mostrar-lhe os seus poemas. A qualidade da sua escrita impressiona o seu amigo e ambos decidem então formar um banda. A estes juntaram-se John Densmore e Robby Kruger amigos de Ray.
Decidem chamar à sua banda The Doors, vão buscar referência a um livro de poesia de Aldous Huxley "The Doors of Perception", que por sua vez tinha retirado o título a um verso da poesia de Blake que dizia:
"Se as portas da percepção estevessem abertas, tudo parecia ao homem assim como é: infinito."
A banda adoptou uma forma de trabalhar com base no colectivo, Mazarek e Densmore tratavam da parte musical e ritmica, e Kruger e Morrison escrivam as letras, se bem que a maior parte das letras eram escritas por Morrison.
A banda começa a actuar em pequenos bares de LA, mas depressa se destaca muito graças ao animal de placo que Jim Morrison se começa a demonstrar. E em 1967 sai o primeiro com o título The Doors.

Provavelmete este foi um dos melhores disco de estreia da história da música. Nunca nada tinha soado tão fresco, tão diferente, tão inteligente, tão sexual e claro tão polémico. À primeira audição deste disco logo duas coisas se destacam: a impressionante voz e líricismo de Morrison, e os teclados sonhadores, psicadélicos e com uma pitada de flamenco de Mazarek.
Muito se pode dizer da música, pois ela tem de tudo um pouco. Tem rock, tem psicadelismo, tem flamenco, tem morte, tem sexo. Tudo misturado dá origem a um som que mais ninguém tem, teve ou terá. Dá origem ao som caracteristico dos Doors, dos sons mais inconfundiveis da história. Este disco tem músicas rock tão simples como Break on Trough, tem músicas ácidas como Light My Fire, e outras inclassificaveis recheadas de morte, psicologia e drogas como The End. Depressa estas canções se tornaram hinos para uma juventude com sangue na guelra, disposta a contrariar a sociedade e revolucinar o mundo. Foi uma época que mudou a América e o mundo para sempre. Depois deste disco os Doors colocaram-se no epicentro de todo este movimento contra-cultura.

Com o sucesso adquirido com o primeiro disco, os Doors tornaram-se o centro das atenções. Jim Morrison era convidado para todas as festas e discotecas, mas apenas comparecia se todos os elementos da banda fossem convidados. Aliás a amizade que Jim tinha pelos seus colegas de banda sempre foi grande, apesar de algumas quezílias no início (principalmente com Kruger), Jim sempre lhes disse:"o que seria eu sem vocês?"
Os seguintes discos embora bons não conseguem atingir o nível do primeiro, extraem-se bons singles mas pouco mais. Albuns como Strange Days, Waiting for The Sun e The Soft Parade perdem-se um bocado na história ficando apenas na memória alguns excelentes singles.
Até que em 1970 sai Morrison Hotel, para recolocar a banda no foco. Retirado de algum experimentalismo dos LP's anteriores e acrescentado um pouco de blues o album foi um verdadeiro sucesso.
Um depois sai L.A. Woman o último albúm, onde os blues dominam por completo. Nota-se uma espécie de redenção em Morrison que muda o visual. Deixa crescer a barba e engorda alguns quilos. Nota-se nas letras verdadeiros apelos e orações para exorcisar demónios, mais própriamente as drogas que o consumiram por completo entre o primeiro disco e este último. Afasta de si os títulos de Xamã Sexual de outros tempos. Enche-se da fama de tudo que ela transporta. Durante muitos anos Morrison levou um estilo de vida destrutivo e alienado, e finalmente fartou-se disso tudo. Especial atenção para a música Riders on the Storm que encerra o albúm, muitas destas coisas aparecem lá explicadas.
Depois de lançado o disco Morrison parte para Paris com a mulher e com o intuito de escrever poesia. Lá recupera o vício da bebida, a morte não tardaria.
A 3 de Julho de 1971 o corpo de Jim Morrison foi encontrado na banheira, tinha apenas 27 anos. A "causa oficial" da morte foi ataque cardíaco, embora isto tenha gerado uma série de teorias de conspiração. Nunca foi feita nenhuma autópsia. Suspeitava-se de overdose de heroina embora Morrison nunca tenha sido consumidor dessa droga, ao contrário da sua namorada. Chegou-se a especular de conspiração governamental, sendo que o próprio Morrison referiu que seria o terceiro a morrer sobre "circunstâncias" suspeitas, após Jimmi Hendrix e Janis Joplin.
O seu corpo foi enterrado num cemitério de Paris.

Ainda hoje os Doors tocam com restantes menbros da banda ainda activos, mas a aura da banda desapareceu com Morrison. Recordam-se poemas, músicas e histórias, e este é o seu legado para toda a gente incomformada e inconformista. Deixo aqui uma das letras mais belas e famosas do Sr. Morrison, que embora ele tenha dito que não tem um significado específico, aquela última estrofe explicará muito.


The Doors - Moonlight Drive


Let's swim to the moon, uh huh
Let's climb through the tide
Penetrate the evening
That the city sleeps to hide
Let's swim out tonight, love
It's our turn to try
Parked beside the ocean
On our moonlight drive

Let's swim to the moon, uh huh
Let's climb through the tide
Surrender to the waiting worlds
That lap against our side
Nothin' left open
And no time to decide
We've stepped into a river
On our moonlight drive

Let's swim to the moon
Let's climb through the tide
You reach your hand to hold me
But I can't be your guide
Easy, I love you
As I watch you glide
Falling through wet forests
On our moonlight drive, baby
Moonlight drive


Come on, baby, gonna take a little ride
Down, down by the ocean side
Gonna get real close
Get real tight
Baby gonna drown tonight
Goin' down, down, down


Valete Frates

terça-feira, abril 29, 2008

Foto #6


"I saw it written and I saw it say
Pink moon is on it's way
And none of you stand so tall
Pink moon gonna get you all
It's a pink moon
It's a pink, pink, pink, pink, pink moon."

Nick Drake - Pink Moon


Mais uma homenagem, desta vez ao pintor das palavras e mago da viola, Nick Drake. Mais um que partiu cedo demais mas que mesmo assim deixou um verdadeiro culto de fãs e histórias tão belas assim como estranhas. Saudações para o outro lado, o lado eterno da vida.
Valete Frates

domingo, abril 27, 2008

Sonhando com a Perfeição

Eu hoje tive uma visão, que veio num sonho. O mundo era muito melhor se logo que iniciamos a nossa vida toda ela fosse pré-determinada.
Não falo de destino, falo de uma coisa mais da espécie de um guião. Numa forma muito resumida passo a explicar...
Imaginemos que toda a gente tinha as suas chances de vingar, o que faziam delas era com elas. Tudo era determinado: o tipo de trabalho que iriamos ter, a formação profissional que poderiamos atingir, a pessoa pela qual nos apaixonariamos; tudo como série de objetivos, de metas que deveriam ser atingidas, e todas elas coordenadas de acordo com os nossos gostos.
Com isto poderiamos delinear a nossa vida, decidir quanto tempo deveriamos e poderiamos dispensar em fazer cada uma dessas coisas. Todos garantiam uma oportunidade de vingar na vida, e de conseguir ser alguém, já que o nosso "guião" seria feito de acordo com todos os nossos gostos e sonhos.
Na altura isto pareceu-me uma premonição, como se Alguém me estivesse a querer dizer alguma coisa.
Senti-me iluminado. Pareceu-me tudo tão certo, tudo tão belo, tão preto no branco que a primeira coisa que pensei quando acordei foi pensar que alguém já devia ter pensado nisto. Tudo me pareceu tão óbvio que só conseguia pensar que alguém deve ter tido o mesmo impulso que eu tive.
Mas depois o efeito do meu sonho foi desvanecendo, já que depois de uma melhor consideração reparei que tal ideia iria retirar alguma liberdade às pessoas, toda a vida seria uma constante luta para atingir objectivos, e se esses objectivos não fossem atingidos, no final, só nos poderiamos culpar a nós mesmos. Tudo poderia ser perfeito demais e no final acabaria por se auto-destruir.
A minha visão de uma utopia, impossível de realizar, todavia ensinou-me algo. Mostrou-me o caminho de que como algumas coisas podem ser mudadas, como as vidas podem ser melhoradas.
A busca pela perfeição é algo que todos devemos procurar, contando que nunca consigamos atingi-la.
Valete Frates

sexta-feira, abril 25, 2008

Cravos vermelhos de Abril

Faz hoje 34 anos que se escreveu, a meu ver a mais bela página do século XX Português. Sim porque convenhamos que em quase 900 anos de história (1143-2008), o século XX não foi dos melhores.Com excepção de Fátima, a Amália, o Eusébio e da Revolução dos Cravos, o resto foi algo muito fraquinho.
Passando levemente os olhos pela história vemos um rei incompetente e cobarde que tivemos no início do século, seguido de uma 1ª Républica frágil e confusa onde todos queriam mandar. Esta situação foi aproveitada pelos militares que, com sede de poder, tomam conta do país e onde emerge uma figura autoritária e tirana, que governa o país durante décadas e que causou ondas de choque que ainda hoje sentimos. E por último temos a 2ª República que depois de um início muito prometedor (ou não), com figuras políticas verdadeiramente carismáticas e com vontade de executar as enormes tarefas que um fim da ditadura significava, mas que com o passar dos anos foram substituidas por umas figuras amorfas, e incapazes, que parece que ainda aproveitam a ignorância de um povo para fazer e dizer aquilo que lhes dá na real gana.
Sim, evoluimos em 34 anos, o problema é que podiamos ter evoluido muito mais. Mas nem tudo é mau, temos democracia e liberdade para sermos aquilo que quisermos ser e dizer aquilo que queremos dizer, e talvez seja isso que torna o estado actual do país um pouco mais toleravél.
Perceba-se que com isto não estou falar mal do governo, porque até acho que estão a fazer um bom trabalho, com alguns erros certo, mas de um ponto de vista geral um bom trabalho. Falo da classe politica em geral, recheada de incapazes porque os capazes decidiram tomar o lado de fora da barricada, enchendo os bolsos no privado ou enchendo o prestigio na TV. Por isso situações como a actual do PSD me satisfazem. Por favor não me entendam mal, nada de mal desejo ao PSD, ou por outro lado estou muito muito longe de ser militante do partido, só que acho que nada pode representar melhor a democracia do que haver muitos candidatos, todos com ideias diferentes de como as coisas devem ser feitas, combatendo e debatendo por um único lugar. É assim que se escolhem os mais fortes, selecção natural, e se há sítio onde queremos ter mesmo os mais fortes é na politica e nas pessoas que vão tomar as decisões de relevo para o nosso país. Assim se constroiem democracias fortes e consequentemente países fortes (vejam o exemplo dos EUA). Melhores politicos são necessários, é preciso alguém que pelo menos num dia como o de hoje vá para a assembleia da República e não fale do trabalho do governo. Políticos que não aproveitem o tema do 25 de Abril para dizer que liberdade é demografia, tratados de Lisboa, histórias sobre returnados, urgências a fechar, e quem diria para a bancada do PSD acha que o estado económico do país é a liberdade que o 25 de Abril representa!
Precisamos de alguém que veja o óbvio, que diga que a liberdade é...liberdade. Nada menos que isso, nada mais que isso. Que agradeça aos capitães de Abril (como ainda ouvi alguém da bancada do PS dizer), que fale do Zeca Afonso, que fale das lutas pré-revolução, das manifestações estudantis, dos exílios, dos presos politicos, e que por último veja a beleza da nossa revolução. Sim, porque a ditadura foi deposta sem ser disparado um único tiro, houve cravos nos barris das armas, houve alegria, houve fratenidade, houve amor. Foi provavelmente a mais bela revolução que alguma vez se deu em todo o mundo, e a coisa mais civilizada que jamais aconteceu em Portugal.
E mais importante, é que o povo se lembre da liberdade que tem, de todos as possibilades que tem, de todas as coisas que podem fazer agora, no fundo que dêem o valor à Revolução de Abril, e não tomem as coisas como certas agradecendo e lembrando quem lutou para que hoje possamos fazer estas coisas. é o mínimo que podemos fazer.
Um muito sentido Valete Frates para vocês todos, meus irmãos...

quinta-feira, abril 24, 2008

Portugal, Futebol, Bob Dylan...Galp !?

Eu adoro futebol, eu adoro Portugal, eu adoro Bob Dylan, quanto à Galp e à sua publicidade (salvo a menina do gás) a minha opinião muda um bocado. Digo isto pois pegou em todas as coisas que adoro e transformou neste anúncio. Deixo aqui o vídeo para tirarem as vossas próprias elações sobre o anúncio em questão. Não quero influenciar a vossa opinião com a minha retórica.

Valete Frates

terça-feira, abril 22, 2008

Gucci by Gucci by David Lynch

Em mais um momento consumista, coloco um anúncio realizado pelo muito querido David Lynch. A música é dos também adorados Blondie. Quanto ao perfume...bem...isso não interessa muito pois não?

Valate Frates

sábado, abril 19, 2008

OZ - Augustus - Parte III (Morte)

Um dos momentos mais trágicos da série. Perdeu-se o único prisioneiro pelo qual toda a gente nutria respeito, por ser única e exclusivamente ele mesmo.
Valete Frates

OZ - Augustus - Parte II (História de Orféu)

Sempre foi uma história que gostei muito a de Orféu. A primeira vez que me lembro de a ouvir completa foi ligada a Miguel Torga, o Orféu rebelde. Portanto fica aqui o final da histótia contada por Augustus com alguns pormenores e ligações.


Valete Frates

quarta-feira, abril 16, 2008

Foto #5

Soldado Alemão da 2ª Guerra Mundial

"I don't have to sell my soul
He's already in me
I don't need to sell my soul
He's already in me
I wanna be adored
I wanna be adored"

Stone Roses - I Wanna be adored

Valete Frates

terça-feira, abril 15, 2008

OZ - Augustus - Parte I

Agora toma o lugar Augustus Hill, o "narrador" da série. Com os seus pequenos espaços por entre cada episódio, conseguia, expôr os factos, fazer crítica social, narrar o episódio e no fim ainda conseguia pôr o espectador a pensar.
Fazia tudo isto através de momentos da história, uma lógica simplista e uma linguagem fácil. A série merece ser vista só para ver aquilo que ele tem para dizer, e o vídeo que vou colocar é uma pequeníssima amostra (como para todas as outras personagens) da sua complexidade.
Neste vídeo vemos uma das suas teorias sobre Deus.


Valete Frates

domingo, abril 13, 2008

OZ - Adebisi - Parte III (A redenção)

Para finalizar esta pequeníssma amostra da personagem Adebisi, mostro o momento da sua redenção. O momento em que ele mostra o seu lado humano e muda para sempre a sua forma de ver as coisas. Finalmente obtém algumas respostas; compreende quem é e de onde vem...só lhe falta saber para onde vai.


Valete Frates

OZ - Adebisi - Parte II (O lado humano)

Adebisi descobre um lado humano através do passado africano.

Valete Frates

Arte e a Vida (Parte 2)

Ontem de tarde deixei um texto, explicando a minha falta de inspiração para escrever neste blog. Passadas umas escassas horas não consigo parar. Coisa estranha a inspiração não?
O texto que deixei anteriormente relacionado com este tema deve-se à noite que tive hoje. Lembro-me de alguns tempos ter dito que não falaria mais de merdices e coisas relacionadas com pormenores da minha vida pessoal. Todavia penso que devo criar uma excepção agora para que possam ver a forma como vi a minha noite.

Hoje, senti-me verdadeiramente como uma personagem qualquer de um livro, no qual tudo é detalhado e tudo é vivido intensamente e de uma forma bela. Esta noite posso dizer que a minha vida imitou a arte. Imitou a literatura.
Primeiro compreendi finalmente que as únicas pessoas que conseguem perceber e entusiasmar-se com as ideias que eu tenho sobre a vida e o mundo residem no mesmo apartamento que eu. Estas pessoas são os meus pais, que são dotados de uma sabedoria e de uma capacidade superior à de todos os meus amigos juntos. Compreendem o mundo, e os seus truques como ninguém. São as pessoas mais estimulantes que eu conheço. Fica-se com uma sensação de parvoíce quando se encontra aquilo que queremos tão perto, depois de ter percorrido tantos caminhos e só ter encontrado becos sem saída.
Depois de a conversa se ter prolongado por algumas horas, fui-me encontrar com uma das minhas pessoas favoritas. Todas as suas conversas me interessam. Quando não é por aquilo que ela diz, é pela forma como ela diz, é pela forma que sorri quando diz, que me deixam imensamente feliz. Que pessoa tão alegre e atenta. A própria fisionomia dela me faz lembrar Celine, personagem de outras histórias... Ela é a coisa que mais me arrependo de nunca ter concretizado, não comprendo como duas conseguiram ter tanta empatia mutuamente e nunca terem manifestado no tempo certo...Jogos de Fado. Embora não compreendendo a nossa situação actual, aceito-a, respeito-a, e lido com ela, pois se é só isto que ela pode ser para mim então que seja. Não me interessa que outros tenham o seu coração, o seu corpo ou o seu espirito; eu já me contento com um pouquinho da sua mente, desde que ela continue a sorrir, mantendo-me assim feliz sempre que a vejo. E foi nisto que pensei em quase todos os momentos em que ela me contava histórias de rir, sem sequer imaginar no que estava eu a pensar.
Depois de ela ter partido, fui procurar amigos para conviver um bocado. Sorte a minha não os encontrei, pois aí tomei a melhor decisão da noite...Fui passear pela minha pequena cidade com uma boa proporção urbana. E como a noite a torna bonita.
Passear pela calçada molhada, vendo as folhas primaveris viçosas; procurando pequenos becos escondidos e encontrando verdadeiros matos urbanos, passando pelas ruas antigas, tomando o meu tempo, com calma, desfrutando. Encontrando a vida da noite urbana e alguns passos mais à frente dar de caras com um silêncio ancestral. Vi montras de lojas bizarras, vi sombras esquisitas, mas sempre sem medo, a cidade protegia-me. Arrepiei-me em frente a igrejas e admirei estátuas de Santos e jardins. Senti o aroma fresco das japoneiras húmidas e o cheiro a cigarrilhas vindas dos homens que estavam nos cafés entreabertos. Enquanto bailava com o meu guarda-chuva juro que ouvi guitarras naquelas casas em que não vive ninguém. Passei pela opulência de certas residências citadinas e pelo pedinchar dos pobres de espírito. Quando voltava passei pelas forças da ordem que mantinham a segurança à entrada desta minha cidade, que visitei em apenas 45 minutos e com a qual fiquei impressionado.
Quando cheguei a casa ainda excitado por tudo o que tinha visto e sentido nesta noite, senti o cheiro romântico das rosas que a minha mãe tinha colocado de tarde num jarro da nossa sala.
Inspirado por isto tudo decidi escrever aquilo que estão a ler agora, desfrutando um chocolate e ouvindo as magníficas composições de Jean Michelle Jarre tiradas de Oxygene, seguidas pelas baladas blues da Nina Simone.
E o mais impressionante, é que tudo isto e mais alguma coisa foi verdade. Não foi tirado da minha imaginação, embora a mim me pareça que possa ter sido tirado de um livro.
Por isso estou contente e inspirado. A minha vida, nem que seja por uma noite, imitou deveras a arte, mostrando alegrias, desilusões, políticas, ideologias, diferenças, essências, visões, sabores, etc. Esta noite vi-me um artista e sei que ninguém me pode tirar isso.
Agora vou dormir para sonhar com aquilo que vivi.

Valete Frates

OZ - Adebisi - Parte I (Apresentando Adebisi)

O "África", o rei da violência, o maior cérebro criminal da série.

Valete Frates

Arte e a Vida (Parte 1)

(Ikebana)
A arte e a vida na minha opinião são dois conceitos que se fundem e confundem com uma enorme facilidade. Antigamente, por épocas bem dispersas da humanidade, como nos tempos da Grécia antiga, passando pelo Renascimentoe até mesmo os anos de ouro de Hollywood, entre outros; dizia-se uma coisa em comum: a vida devia imitar a arte.
Ora nos últimos anos este lindíssimo e maravilhoso conceito foi-se perdendo, e os papeis inverteram-se. Hoje a arte imita a vida, hoje a "arte" é a vida. Para termos exemplos disso basta ligarmos a TV cheia de TV Realidade, ou irmos ao cinema para ver o último filme da Soraia Chaves, ou mesmo ir até a um café para ouvirmos música que é igual aquele som que fazemos quando estamos doentes da barriga.
Felizmente ainda há verdadeira arte, infelizmente não está ao alcance de todos, quer financeiramente, quer intelectualmente. Ambos os casos devemos culpar o governo, porque em primeiro lugar coloca impostos elevados na arte "imediata" e de fácil acesso (livros, filmes, música); e em segundo lugar e numa altura em que tanto se discute da "falta de educação" dos alunos portugueses (eu pelo menos acho estúpido só terem reparado numa coisa como o "Carolina Micaelis", 15 anos ou mais depois desse tipo de situações e ainda piores terem começado a acontecer), é triste ver que ainda não temos qualquer tipo de verdadeira formação artística no ensino obrigatório. Sim porque os miúdos as únicas coisas que aprendem é a fazer barulho com as flautas nas aulas de "Música" e a pintar dentro dos quadradinhos nas aulas de "Educação Visual", o mesmo se aplica nas aulas de Educação Física, mas isso é uma luta para outros dias...
Não seria bom tornar essas duas disciplinas artísticas em algo de concreto?
Ensinar aos miúdos um pouco da história da música? Desde os homens primitivos aos Beatles. Ensinar, mas ensinar de verdade a tocar um instrumento? Cada um escolheria o seu predilecto.
Ensinar a história da arte visual passando por todas as suas ramificações, pintura, escultura, cinema, fotografia....?
Ensinar as crianças a expressar coisas que sentem, para as quais ainda não conhecem ou não existem palavras que consigam descrever?
E, mais importante que tudo ensinar as jovens mentes da amanhã a apreciar arte?
Já me acusaram de ser demasiado utópico, de sonhar com sociedades perfeitas e de estar desligado do que é a realidade. Mas onde está a utopia de querer tirar a estupidez e a ignorância do futuro do nosso país? De querer, que as pessoas ambicionem mais que a existência, querer que eles desejem a vida ou até a imortalidade? Como queremos ter génios, se não os criamos? Se não for mais nada uma coisa garanto, pelo menos os casos de indisciplina iriam diminuir, porque os jovens em vez de estarem a fazer o que não devem, estariam a fazer algo de construtivo.
Mais uma vez digo, arte e a vida são conceitos semelhantes, sinónimos. Para alguém poder afirmar que vive tem que admirar um pouco a arte mesmo que não a perceba na sua totalidade. Vou ser sincero com quem quer que um dia vá ler este texto. Fora falsas humildades, sinto ao escrever estas palavras que estou a escrever uma das melhores páginas deste blog. Isso enche-me de um grande orgulho, e de uma tristeza ainda maior, pois sei que quem ler isto, quer goste ou não, vai cair na mesma indiferência que tinha antes de começar a ler. Todavia se conseguir que alguém, nem que seja uma única pessoa, consiga despertar para uma nova forma de ver a vida, por favor, partilhe este texto e deixe-me um comentário, pois nada pode insuflar-me mais com alegria e esperança do que tal simples mensagem.
Por último gostaria de partilhar convosco umas frases, da série de Anime Trigun, que lá por ser desenhos animados isso não significa que não tenham um excelente conteúdo:
"Ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém. Pois ao tirar-lhe a vida está-lhe a tirar o Futuro..."
Não me querendo alongar mais e correndo o risco de me tornar repetitivo. A vida é a arte e a arte é a vida.

Valete Frates

sábado, abril 12, 2008

OZ - Motim

Não ando com muita vondate de escrever como já devem ter reparado. Não é necessariamente por perguiça, ando só a assimilar algumas ideias.
Sendo assim acho que é uma boa altura para partilhar alguns vídeos de uma das minhas séries favoritas, OZ. Histórias sobre a prisão, a vida, a morte, o amor, a tristeza e de quase todas as sensações que um ser humano pode ter.
Vou colocar aqui os vídeos de algumas personagens das quais gostei mais. Os vídeos às vezes podem parecer um bocado fora de contexto mas onde a ideia principal deve dar para compreender. Havendo dúvidas podem sempre ver a série que ainda está a passar na SIC Radical, ou perguntar.

Valete Frates

quarta-feira, abril 09, 2008

Foto #4


"Julia, Julia, oceanchild, calls me
So I sing a song of love, Julia
Julia, seashell eyes, windy smile, calls me
So I sing a song of love, Julia..."

The Beatles - Julia

Tributo a uma das melhores séries de sempre, e tributo especial a uma das suas personagens mais misteriosas (e todas elas são um pouco), Julia.

Valete Fartes,
See you Space Cowboy...


sábado, março 29, 2008

Nina Simone - Just in Time

Para pôr um ponto final neste acesso de loucura que os dois filmes me deram esta semana (Antes do Amanhecer e Antes do Anoitecer), vou postar a voz da cena final do segundo filme. A voz de Nina Simone. Penso que dispensa introduções.

"-Baby, you're gonna loose that plain...
-I know..."

Valete Frates

sexta-feira, março 28, 2008

Vídeo do mês

Excepcionalmente vou colocar um vídeo aqui para complementar a letra do texto anterior. Isto deve-se ao facto de haver momentos que valem mais do que dias.

Celine - A Waltz for a Night

Valete Frates

quinta-feira, março 27, 2008

Música do mês

Esta devia ser a música de muitos meses, pois esperei algum tempo até poder ouvir esta bela música.
Há filmes, e depois há grandes filmes. Dos melhores de sempre, os melhores de sempre. Antes do Amanhecer é o melhor filme romântico de sempre. Porquê?
Porque é sincero, inteligente, bem-humorado, sonhador, tem toneladas de química as personagens principais, paisagens lindíssimas e mais importante que tudo, não é lamechas...
Recentemente via a sua sequela, Antes do Anoitecer, que é mais da mesma impressionante qualidade que tive oportunidade de ver no primeiro filme.
Sinceramente se se consideram românticos e nunca viram estes dois filmes, estão a perder uma grande parte da vossa vida.
Anteriormente quando falei do primeiro filme deixei um poema, desta vez deixo uma música da Julie Delpy (Celine), escrita pela própria. A letra é bonita, mas quando virem os filmes vai tomar um significado ainda maior para vocês.

A Waltz For a Night - Julie Delpy

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain

It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know

I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all

I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than anyone I've met before

One single night with you little Jesse
Is worth a thousand with anybody

I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow, another arms
My heart will stay yours until I die

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand

Valete Frates

quarta-feira, março 26, 2008

David Bowie - China Girl

Em minha opinião, a música Pop pode-se resumir assim: há o David Bowie, e depois há tudo o resto.
Com isso em mente, assim como a recente invasão chinesa a Portugal, resolvi colocar aqui este vídeo. Espero que consigam agora olhar com menos desconfiança para a menina que traz o porco doce.



Valete Frates

sábado, março 22, 2008

Oração da Paz

Esta quadra pascal está mexer um bocado comigo. Está-me a fazer pensar bastante na religião, na fé e nos valores morais que a minha religião, o Catolicismo, me ensinou. Portanto gostava de partilhar com vocês uma das minhas orações favoritas. Acho muito interessante a forma como alguém pode rejeitar o seu egoísmo e pede a Deus forças para poder ajudar os outros.

Oração da Paz

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Valete Frates e façam desta Páscoa algo mais do que comer.

quarta-feira, março 19, 2008

Cat Power - Sea of Love/Lived in bars

Depois de à algum tempo ter colocado aqui a letra desta música, coloco agora uma versão da Madame do momento da Folk-Rock, Cat Power.
Esta versão foi aproveitada de The Covers Album para a banda sonora do filme Juno que recentemente ganhou um Oscar. Espero que gostem.


Num tom mais alegre, e vendo a menina em um momento mais feliz fica também o vídeo Lived in Bars.

Valete Frates

P.S.: Ela vem cá para os fins de Maio, ao Porto e a Lisboa se alguém tiver interessado.

terça-feira, março 18, 2008

Respostas

Ontem uma amiga minha confrontou-me com uma pergunta após ter lido o meu texto de tributo ás loiras. Ela perguntou-me para mim o que era uma rapariga inocente de coração. Ora bem eu dei a minha a explicação, e depois fui procurar às músicas do senhor que tem resposta para muita coisa. Fui ao disco Blonde on Blonde (ironia..) do Bob Dylan. Lá tem a letra que gostaria de partilhar com vocês para melhor explicar o meu ponto de vista.

Bob Dylan - Just Like a Woman

Nobody feels any pain
Tonight as I stand inside the rain
Ev'rybody knows
That Baby's got new clothes
But lately I see her ribbons and her bows
Have fallen from her curls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.

Queen Mary, she's my friend
Yes, I believe I'll go see her again
Nobody has to guess
That Baby can't be blessed
Till she sees finally that she's like all the rest
With her fog, her amphetamine and her pearls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.

It was raining from the first
And I was dying there of thirst
So I came in here
And your long-time curse hurts
But what's worse
Is this pain in here
I can't stay in here
Ain't it clear that...

I just can't fit
Yes, I believe it's time for us to quit
When we meet again
Introduced as friends
Please don't let on that you knew me when
I was hungry and it was your world.
Ah, you fake just like a woman, yes, you do
You make love just like a woman, yes, you do
Then you ache just like a woman
But you break just like a little girl.
Sensibilidade...
Valete Frates

segunda-feira, março 17, 2008

Ai, ai, Scarlett...


Haverão sempre boas razõespara falar da Scarlett Johansson, haverão boas ocasiações para ver a Scarlett Johansson, agora oportuninades para sair com a Scarlett Johansson???
Infelizmente apenas soube que a actriz tinha decidido leiloar-se em prol da caridade, tarde demais. A ideia ao que parece era ir com a linda Scarlett à estreia de um filme seu durante a próxima estação.
Agora vamos fazer um pensamento colectivo...
Poderá haver melhor para o ego do que chegar em grande estilo, andar na passadeira vermelha, fazer umas poses para os fotógrafos, conviver com a elite de Hollywood num jantar de gala, e depois assistir à estreia de um filme?
Provavelmente não.
Continuando o pensamento.
E será que haverá algo melhor do que fazer tudo isto com o braço da SCARLETT JOHANSSON entrelaçado com o vosso a NOITE TODA?
Bem a única forma de isto poder ficar ainda melhor é de forem capazes de a convencer a ir até vossa casa tomar um copo no fim.
E no meio de isto tudo o que mais me irrita, é que com um pequeno empréstimo eu poderia ter ganho o leilão, sendo que a miúda foi leiloada por apenas 25 mil euros. Bem melhor que comprar um carro novo.
Realmente um verdadeira pena, espero próxima oportunidade se faz favor...

Valete Frates

domingo, março 16, 2008

Foto #3

"Through the yard, through the yard of blonde girls(...)
(...)It's in your heart, it's in your art, your beauty.
Even in this world of lies, there's purity,
You've got innocence in your eyes.
Even in this world of lies, you're still hopeful.
Very sexy, very sexy..."
Yard of Blonde Girls - Jeff Buckley

O meu tributo a todas as raparigas loiras, que ainda possuem inocência nos corações, que são sensuais sem se esforçarem e que são capazes de me alegrar o dia com o seu sorriso. Vocês são sem dúvida algo de muito especial.

Valete Frates

As fases das drogas

Do meu ponto de vista o consumo de drogas pode ser dívido em 3 fases.

1ª Fase – A experimentação
Embora esta fase possa por vezes ser passada à frente em alguns casos, na maior parte dos mesmos é por aqui que se começa a iniciação a este mundo, através do experimentar. Isto não é novidade para ninguém, assim como a história que vem adjacente, portanto nem vale a pena contar. A curiosidade, a ânsia de descoberta, o espírito de "manada" são sempre os denominadores comuns. As drogas eleitas também são sempre bastante comuns, já que nesta fase todo o mundo envolvente é uma massa sem forma, e bastante homogénea, numa fase posterior é que se pode ver diversas variações do mesmo mundo. Numa altura ligeiramente mais posterior desta fase, passado o momento da experimentação, as drogas passam a ser puramente recreativas. Ou seja consomem-se apenas com o mesmo intuito de quem bebe uma bebida alcoólica, com a ideia de divertir-se e divertir os outros. Nada nesta fase se pode tornar muito perigoso, excepção feita a um consumo exagerado e prolongado que pode criar uma resistência corporal às drogas, obrigando o indivíduo a consumir em maior quantidade ou coisas mais fortes e diferentes.

2ª Fase - A Fuga/O Vício
Neste momento é no qual vem a diversidade. Diversidade de métodos, de tipos, de razões... No campo das razões destacam-se dois: a fuga, e o vício.
No caso do vício é necessário passar pela 1ª fase, aliás o vício é uma consequência de uma primeira fase desregulada, que, como foi descrito na fase anterior, obriga o indivíduo a consumir mais quantidade e mais forte. Normalmente a cocaína é a droga de eleição, mas todas as que confiram força e energia são as escolhidas.
Quando a razão é a fuga, o caso muda ligeiramente de figura, não é necessária uma passagem anterior pelas drogas, basta um problema emocional.
Normalmente as pessoas sofrem alguma espécie de "perda", e utilizam as drogas como escape para todos os sentimentos que por vezes se podem tornar avassaladores. As drogas afastam as pessoas do que se está a passar por alguns instantes. Neste caso as drogas de eleição são as sintéticas (medicamentos, LSD, cogumelos...).
Normalmente quem chega a esta fase cria uma dependência. Para o vício a dependência é quase 100% garantida, ao invés da fuga que apenas depende da capacidade da pessoa suportar o "peso do mundo"e ultrapassar os demónios que a torturam. Todavia criada a dependência vem a 3ª e última fase.

3ª Fase - A Autodestruição
Ninguém entra nesta altura sem ter passado por uma das fases anteriores, já que esta é a única fase que para se poder entrar é necessário possuir um requisito, a dependência.

Aqui é o ponto sem retorno, aqui já ninguém depende de si próprio, ninguém depende da sua força de vontade, depende isso sim da força de vontade e amor das outras pessoas. Uma pessoa sozinha nesta altura altura do campeonato, já tem o caminho para a destruição traçado e começa a percorrê-lo. Começa-se a deitar para a veia, o corpo começa a cair, a mente desaparece e com ela vai toda a lógica capaz de afastar o indivíduo do veneno.
Neste caso só uma coisa pode interromper a contagem decrescente...O próximo.
Amar o próximo como a nós mesmo foi o que Deus disse e com toda a razão do mundo, então nesse caso como vamos deixar aproximar o próximo se não aguentamos estar sozinhos? Por essa razão é tão dificil deixar a droga. É preciso voltarmos a gostar da nossa pessoa, voltar a acreditar que podemos ser uteis na sociedade em que vivemos.
Esta é a minha ideia sobre o caminho das drogas, sem dados científicos ou sociológicos, só pela simples observação e introspecção, portanto é apenas a minha visão que provavelmente pode ser contrariada.


Valete Frates, e cuidado com as drogas...

quarta-feira, março 12, 2008

Jeff Buckley - Everybody here wants you

Simplesmente adoro Jeff Buckley. A voz do homem era algo de sobrenatural, entra dentro da alma de uma pessoa, e torce, e torce, e torce mais uma vez...E quando já pensamos que o nosso pequeno espírito já não aguenta mais, eis que a voz atinge um novo patamar de felicidade e luz, e carrega-nos com ela. No fim desaparece devagarinho e sorrateiramente, quase como não nos querendo incomodar depois de atingido este novo estado.
Depois de tentar pôr em palavras aquilo que a voz do homem me faz, deixo aqui um vídeo para comprovar isso mesmo.

Jeff Buckley - Everybody Here Wants You

Valete Frates

domingo, março 09, 2008

Dedicado

Os dias passam com uma pasnaceira do caralho. Com o passar do tempo as coisas tornam-se totalmente rotineiras, os dias correm unicamente por correr. A comida perde o gosto, os sentidos ficam entorpecidos, os sentimentos retraídos.
Mas depois há fins de semana como este, cheios de concertos e alegria, e com grandes gestos de verdadeiros Amigos.
Com os Wraygunn quando mais ninguém estava disposto a ir, um Amigo de longa data decidiu acompanhar-me, fazendo com que o concerto fosse melhor disfrutado pelo simples facto de estar com um Amigo.
Com muita pena minha não pude estar presente no concerto The Cure no pavilhão Atlântico.
Felizmente um Amigo meu teve a hipótese maravilhosa de ir ver esse concerto, e embora não o veja amíude é um Amigo, portanto não se esqueceu de mim, e deu-me a hipótese de ouvir um bocadinho in loco . Embora o som não fosse dos melhores, o gesto contou imenso e mesmo assim penso que consegui ver de qual música se tratava.
Impressionante como os Amigos que não vemos há muito estão por vezes a dar-nos mais estes pequenos docinhos de amizade do que aqueles que estamos constantemente.
Portanto este vídeo é dedicado a ti, meu Amigo "Matias", penso que acertei na música mas se não acertei isso também é o menos importante.
The Cure - Friday I'm in Love (Ao vivo em Roma)


Coisas como estas contam muito.

Valete Frates

sábado, março 08, 2008

Isto sim é festa!!!

Depois de ontem ter tido a oportunidade de ver os Wraygunn ao vivo pela primeira vez (sinceramente espero que não seja a última). De ver com os meus olhos a verdadeira festa que eles são capazes de causar, e a forma como Paulo Furtado é completamente possuido pelo demónio, tinha de deixar aqui um vídeo para que vocês podessem ter uma mínima ideia do que é um espetáculo ao vivo dessa banda.
Só fico com alguma mágoa de ter estado tão pouca gente a desfrutar de uma coisa tão espantosa, e alguns do que estavam terem tão pouca moral de folia. Mas isso não faz mossa no espetáculo que são os Wraygunn, são uma verdadeira fonte de festa e alegria.

Nota 1: No tubas tem vídeos que demonstram melhor a capacidade ao vivo desta banda, mas este tinha melhor qualidade. Fica a nota para os mais curiosos.

Nota 2: O Paulo Furtado está mesmo possuido pelo Demo, mas é um demónio 5 estrelas.

Valete Frates

Apoiando os Portugueses

Sou um grande consumidor de música estrangeira confesso, mas isso não significa que não consuma muita música do nosso país.
Deixo aqui apenas alguns nomes para os mais curiosos. Espero que no meio daquilo que gosto encontrem algo que satisfaça o vosso gosto no meio de tanta diversidade (porque existe bastante diversidade).

Valete Frates
P.S.: Não coloquei na lista nenhum artitas de hip-hop, porque sinceramente não é algo que goste muito. Todavia reconheço o valor dos artistas portugueses que se expressão dessa forma, tendo todo o meu apoio, pois o que para mim pode não significar nada pode significar uma vida para outra pessoa.

quarta-feira, março 05, 2008

Música do mês

Como o mês de Fevereiro é pequeno deixei passar mais alguns dias antes de fazer a minha escolha para esse mês. Esta recaiu sobre os Tears for Fears e pela música Head Over Heels, que foi descoberta por mim na banda sonora do filme Donnie Darko. E com saudades de descobrir outro filme como esse, fica a homenagem feita.
Aqui fica a letra completa, pois algumas frases já foram tiradas para outras andanças aqui do sítio.

Tears for Fears - Head over Heels
I wanted to be with you alone
And talk about the weather
But traditions I can trace against the child in your face
Won't escape my attention
You keep your distance with a system of touch
And gentle persuasion
I'm lost in admiration could I need you this much
Oh, you're wasting my time
You're just wasting time

Something happens and Im head over heels
I never find out 'till I'm head over heels
Something happens and I'm head over heels
Ah don't take my heart
Don't break my heart
Don't throw it away

I made a fire and watching burn
Thought of your future
With one foot in the past now just how long will it last
No no no have you no ambition
My mother and my brothers used to breathe in clean in air
And dreaming I'm a doctor
It's hard to be a man when there's a gun in your hand
Oh I feel so...

Something happens and I'm head over heels
And this my four leaf clover
I'm on the line, one open mind
This is my four leaf clover

Valete Frates

sábado, março 01, 2008

FODA-SE!!!

Já á algum tempo que estava para colocar este vídeo aqui, estava só á espera do momento certo, não queria colocá-lo sem razões, pois é bastante intenso.
Hoje tenho as razões. Portanto aqui vai ele, o já antiguinho:

Nine Inch Nails - Closer



Valete Frates