quinta-feira, janeiro 31, 2008
Mercury vs. Variações
Queen - I want to break free
António Variações - O corpo é que paga
Desfrutem...
Valete Frates
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Fora de contexto
terça-feira, janeiro 29, 2008
Música do mês
Desta vez a minha escolha recaiu para uma música muito melancólica. Atendendo que a música pertence aos LCD Soundsystem, acaba por parecer uma antítese.New York, I Love You
New York, I Love You
Our records all show
But they shuttered your stores
New York, you're perfect
Your mild billionaire mayor's
So the boring collect
In the neighborhood bars
There's a ton of the twist
Like a death in the hall
New York, I Love You
New York, I Love You
New York, I Love You
But you're still the one pool
And oh.. Take me off your mailing list
Maybe you're right
And Oh..Maybe mother told you true
But maybe she's wrong
Maybe she's wrong
Valete Frates
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Carla Bruni - Lancia
Neste clip vemos retratada uma femme fatale com todo o seu charme, e personalidade lança-chamas (literalmente). Para isso ajuda também e muito a música da Nancy Sinatra.
Valete Frates
sábado, janeiro 19, 2008
Jeff Buckley - Hallelujah
Comecei por gostar do Jeff Buckley não sabendo muito bem porquê, havia algo que me compelia a gostar daquela música.
Mas agora com mais uns anos em cima, consigo ver a grandeza da sua música. Roçava a perfeição. Uma voz inacreditável, excelente imagem, letras belíssimas e muito rock.
Alguém tinha que reclamar esta voz para si, como se um bem perdido se tratasse. Sim porque por vezes parecia não pertencer a este mundo, sente-se algo superior aproximando-se de nós, olhando para nós.
Deixou-nos tão cedo tendo tanto ainda para dar.
Para todos aqueles que ainda não tiveram o prazer de conhecer a música deste senhor deixo aqui este vídeo tributo encontrado no youtube, para aqueles que queram ver um clip mesmo do Sr. Jeff basta carregar no título do post.
Jeff Buckley - Hallelujah
sábado, janeiro 12, 2008
As minhas marcas em 2007
As músicas são como as pessoas, gostamos de muitas, mas gostar mesmo muito só uma mão cheia delas.
Uma letra e um vídeo para animar a malta:
A 1ª música foi escolhida especialmente pela letra. Deixa-me estufacto como quase 30 anos depois ainda me consigo identificar com uma música assim.

Joy Division - Disorder
I've been waiting for a guide to come and take me by the hand,
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man?
These sensations barely interest me for another day,
I've got the spirit, lose the feeling, take the shock away.
It's getting faster, moving faster now, it's getting out of hand,
On the tenth floor, down the back stairs, it's a no man's land,
Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now,
I've got the spirit, lose the feeling, let it out somehow.
What means to you, what means to me, and we will meet again,
I'm watching you, I'm watching her, I'll take no pity from you friends,
Who is right, who can tell, and who gives a damn right now,
Until the spirit new sensation takes hold, then you know,
Until the spirit new sensation takes hold, then you know,
Until the spirit new sensation takes hold, then you know,
I've got the spirit, but lose the feeling,
I've got the spirit, but lose the feeling,
Feeling, feeling, feeling, feeling, feeling, feeling, feeling.
Agora uma voz profunda das noites escuras, sem dúvida merece um lugar de destaque. Se a música anterior foi escolhida pela letra, esta foi pela voz do Mark Lanegan.

Mark Lanegan - Hit the city
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Previsões

quarta-feira, dezembro 26, 2007
Joyeux Noel!
E quando o Natal estava a queimar os últimos cartuchos, eis que a RTP decide oferecer uma das melhores prendas que tive este ano. Por volta das 2 da manhã passou o filme Joyeux Noel. A historia de 3 regimentos (Escoceses, Franceses, e Alemães) que na 1ª guerra mundial em plena linha da frente, no meio das trincheiras decidem parar de lutar na véspera, no dia 24, para juntos passarem o Natal. O filme expõe o ridículo que a guerra é. Utilizando palavras do filme os homens inímigos na linha da frente, têm mais haver uns com os outros do com os generais que lhes dão ordens para se matarem mutuamente. domingo, dezembro 23, 2007
Prenda de Natal
Feliz Natal...
Valete Frates
sábado, dezembro 22, 2007
7 Bandas - Nirvana
A banda era composta por três elementos: Kurt Cobain (vocalista/guitarrista), "Krist" Novoselic (baixo) e Dave Grohl (baterista). Tudo começou com a amizade entre Cobain e Novoselic enquanto ainda andavam no liceu, o qual Kurt deixou antes de ser finalista.Os dois com a ajuda de alguna amigos conseguem gravar uma demo que lhes garantiu um contracto com a produtora Sub Pop. Gravaram alguns singles e mais tarde, com um orçamento muito reduzido (na ordem dos 5 mil dólares), gravam o primeiro disco Bleach.O disco não vendeu muitas cópias, mas foi o início para algo maior.Os dois rapazes precisavam de um baterista fixo, e com o fim da banda de Dave Grohl, juntou-se o útil ao agradavél. Dave entra para a banda em 1990, e passa uns primeiros tempos algo dificeis, dividindo um apartamento depressivo com um Kurt que dava a sensação que a cada dia que passava perdia mais um pouco da sua saúde mental.
Kurt começou a namorar com a Tobi Vail membro da banda, Bikini Kill, após uma amizade de um ano. Certo dia quando uma amiga de Tobi visitava o apartamento escreveu num espelho "Kurt smells like teen spirit!"(uma marca de desodorisante muito popular entre os jovens da altura), e assim estava dado o nome para uma das canções que viria a mudar o mundo.No ano de 1991 sai Nevermind. O single de estreia Smells like teen spirit foi uma bomba, o videoclip são 5 minutos de da maior crueza e dureza possíveis. Consta que para a gravação do vídeo foram pedidos a alguns jovens fãs para comparecerem no local de gravação para assim poderem aparecer no mesmo. Quando chegaram ao local foi-lhes pedido para esperarem e ensaiarem alguns movimentos. Depois de decorrido quase meio-dia, fartos de esperar e de lhes dizerem o que fazer a juventude revoltou-se e começou a libertar-se, a dançar, a cantar e a mexer como lhes passava pela cabeça. Resultado, um dos melhores vídeos de sempre.Todo o disco Nevermind é um verdadeiro manifesto, contra a sociedade, contra os pais, contra a própria adolescência. Fala das mudanças físicas e intelectuais dos jovens durante a sua adoslecência, sem medos, sem tabus...Um verdadeiro berro de alerta, um aviso para um mundo que os olhava de lado, com desconfiança, completamente alheio aos seus problemas de afirmação dentro de um meio psico-social. Foi por esta altura que todos os temas tão diversos e adjacentes à adolescência, passaram a ser discutidos, e a própria idade em si passou a ser olhada com outros olhos. Os Nirvana foram o óleo da engrenagem.
Após todo o sucesso do segundo disco, começaram as digressões e consequentemente os abusos...
Não será preciso dizer mais nada, a história já foi ouvida em várias gerações e aquela não havia de ser diferente. Os homens do Rock andam sempre com as drogas atrás.
Entretanto Kurt Cobain juntou-se com a sua futura esposa Courtney Love, e assim se juntaram os Reis do Grunge, acima de todos os súbditos, quase como semi-deuses da juventude.Os Nirvana gravaram novo álbum In Utero que apenas veio cimentar a sua posição, todavia foi no MTV Unplugged que tiveram o derradeiro momento de graça após Nevermind. Num concerto ao vivo numa atmosfera muito intíma e intensa, com velas e arranjos florais por todo o lado, fazendo com que o concerto mais parece-se um velório.
Foi aqui que o lado mais macio, mais suave dos Nirvana se revelou, completamente diferente de tudo aquilo visto até então realizado por eles.
Kurt mal levantava a cabeça, e sempre com uma expressão sofria enquanto cantava as letras que tinha escrito, de uma forma para a qual não existem palavras para descrever.
Foi uma das mais belas despedidas de sempre, já que a 5 de Abril de 1994 Kurt Cobain suicidou-se, o fim anunciado pelo destino que atraiçoa muitas vezes quem é jovem e famoso e com medo do mundo.
Construiram-se mil e uma teorias de conspiração, estando como é óbvio a sua também "atribulada" mulher Courtney Love envolvida no meio.
Em 2002 saiu Nirvana, o disco com os melhores êxitos da banda que voltou a lançar para a ribalta o nome de tal banda. Provando que para sempre ficaram letras, músicas e vídeos como este:
Smells Like Teen Spirit - Nirvana
Valete Frates
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Chico Buarque e Nara Leão - A banda
Nele conseguimos ver um muito jovem Chico Buarque e Nara Leão, mas peço especial atenção para os primeiros 2 minutos do vídeo, (pois os dois minutos seguintes são um pouco pimba) aí apenas Chico e seu violão aparecem, encantam a multidão, e ponhem um enorme auditório a dançar e a cantar. Mágico.
Uma música verdadeiramente festiva e onde dá para ver a alegria do povo a ouvir e a sentir a música.
É mesmo um vídeo 5*.
Valete Frates
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Quinteto Tati - Suor e Fantasia
Bem a música é um original, e a banda portuguesa, mas a música...
Bem digamo que faz lembrar muito a canção Samba e Amor de Chico Buarque. Também uma coisa é certa, o Sr. JP Simões (antigo vocalista da banda) é fã de Chico Buarque (ultimamente até deixou crescer um bigode a fazer lembrar o do Chico nos anos 70).
Mas a música é boa e recomenda-se, assim como o Chico Buarque e como o último disco a solo do JP Simões.
(Recomenda-se que coloquem o aúdio mais alto)
Valete Frates
domingo, dezembro 09, 2007
7 Bandas - Smiths
(Morrissey e Johnny Marr)De volta às grandes causas, e desta vez, a banda escolhida foi os Smiths, os reis e senhores da música indie, grandes impulsionadores do brit-pop. A banda que influênciou todas as bandas que hoje em dia são grandes (Suede,Radiohead,Stone Roses, Oasis...). Misturava como ninguém a música com a letra, muito devido aos dois génios da fotografia em cima. Enquanto Marr fazia verdadeiros hinos de canção pop, Morrissey escrevia letras tão profundas, sinceras e intensas, que faziam qualquer ser humano estremecer quando as ouvia.
Vamos então falar da banda que em apenas 5 anos de história (peço-vos atenção à ordem cronológica) mudou a face da música, e marcaria uma geração.
Em 1982, Johnny Marr então com 18 anos, decide encontrar-se com Steve Morrissey. Ambos moravam na mesma vila, e Marr depois de assistir a um documentario que mostrava como Jerry Leiber e Mike Stoller (compositores de Hound Dog, de Elvis Presley) se tinham conhecido, decide reviver a sua história. Assim se decidiu em irromper pelo portão da casa de Morrissey.Morrissey com 22 anos ficou supreso com a visita, todavia mandou-o entrar. Foram até ao quarto de Morrissey onde este afirmou "ter passado toda a adolescência em frente a uma máquina de escrever".
Depois de uma conversa em que descobriram gostos similares, decidiram juntar-se formar uma banda. Anos mais tarde Morrissey definiu esta visita como um "salvamento da morte".
Mais juntaram-se Mike Joyce e Andy Rourke, e agora já poderiam ser uma verdadeira banda.Decidem optar pelo "Smiths", ora Smith (em português Silva), é o mais utilizado e mais banal apelido em Inglaterra. A sua escolha deve-se aos nomes complicados e pomposos que as bandas da altura começavam a escolher (que os Depeche Mode são um exemplo).
A banda no fundo era o fruto da mente de 2 génios musicais, Marr e Morrissey, que embora fossem bastante diferentes (Morrissey era um verdadeiro excêntrico,tímido e introvertido, e Marr um rapaz simples e lingrinhas), sofriam uma dependência mútua muito grande.
Uma última curiosidade, consta que a banda na hora de encontrar uma editora, bateu à porta da famosa Factory Records (Joy Division, A Certain Ratio, Happy Mondays...), mas que na altura o patrão da Factory, o não menos famoso Tony Wilson recusou contratá-los pois achava que eles seriam demasiado grandes para aquela editora. Mais tarde a banda assinaria pela também mítica Rough Trade, famosa pela sua tendência indie.
O primeiro disco sai em 1984 com o nome The Smiths. Na capa um dos heróis de Morrissey, James Dean.
O albúm ganhou atenção instantaneamente, devido à riqueza e factor polémico das suas letras. Morrissey escrevia letras com bastantes referências bibliográficas, escritores como Oscar Wilde, Jack Kerouac, eram grandes inspirações. Todavia a canção The hand that rocks the cradle, inspirada em vários poemas especula-se que seria sobre pedofilia. Tal facto foi prontamente negado pela banda (jornalistas que não têm nada para fazer).
Ao longo desse ano a banda lança vários singles, todos eles com bastante sucesso. São exemplos disso William, it was really nothing e a minha favorita How soon is now?.
No meio deste ascenção vertiginosa, a banda sofre a primeira perda, Joe Moss o manager da banda, o homem que mostrou o documentário a Johnny Marr decide afastar-se, pois repara que a sua relação com Johnny Marr começa a ter reflexos no comportamento de Morrissey, que se torna cada vez mais possessivo em torno do génio de Marr.
Em 1985 sai Meat is Murder, título alusivo ao facto de Morrissey ser um vegetariano "extremista", consta que proibiu os outros elementos da banda de serem fotografados a comer carne. Mas mais importante que isto é o facto do começo da politização das letras.É nesta altura que a crítica política começa. Os Smiths começam a disparar para todos os lados, para o corporativismo, para o castigo corporal nas escolas, para o governo de Margaret Thatcher (mas será que houve algum músico que gostasse dela?) que por aquela altura invadiu a Etiópia, e contra a realeza britânica tema que seria revisitado no próximo disco. Musicalmente Marr é impressionante. Mistura temas musicais muito dispersos como o rockabilly, o punk, o rock, a balada, a música de dança, e mantém aquele gosto aquele travozinho tão indie, tão próprio dos Smiths. No fundo a música de Marr é complemento perfeito para as letras de Morrissey. Só uma música de Marr consegue controlar o ouvinte de criar uma revolução imposta pelas letras de Morrissey.
(Capa do disco The Queen is Dead)
Pouco tempo após a saída promocional Bigmouth strikes again, sai em 1986 a obra-prima da banda. The Queen is Dead.
Se as letras marcaram o albúm anterior, neste a música dominou. Eram algo de verdadeiramente contagiante, os riffs da guitarra, a simplicidade melódica, a facilidade de bater o pé ao ouvir as músicas eram algo de impressionante. Uma experiência única.
Não se fique a pensar que as letras de Morrissey desiludiam, pois como já disse estes génios eram completamente dependentes. Morrissey mantinha a crítica à monarquia, parafraseva tudo o que lhe interessava, livros, filmes, fait-divers, utilizava o humor mordaz...tudo isto pode-se entender como as figuras de estilo da sua escrita.
Todas as música do disco são muito boas mas essenciais são There's a light that nevers runs out e The Boy With the Thorns in is side.
A cumplicidade entre Morrissey e Marr era avassaladora. Num programa de televisão inglês apareceram com brincos iguais, Marr usava o seu na orelha esquerda e Morrissey na direita. por esta altura começam também a surgir alguns problemas, Rourke é despedido devido ao seu vício em heroína. Entretanto saem os singles Shoplifters of the world unite, The World Won't Listen (onde Morrissey se queixa da falta de reconhecimento),
Em 1987 sai o seu último registo, Strangeways, Here We Come. O título é inspirado numa comédia e na prisão de Manchester (Strangeways). E aqui começa-se a notar que nem tudo vai bem no reino da Dinamarca. A letra da música I won't share you pensa-se que foi escrita por Morrissey sobre Marr. Morrissey demonstra-se ciumento por Marr trabalhar com outros artistas.
Quando questionado pela intrepertação da canção Marr respondeu:"...não sou de ninguém para ser partilhado...".
Marr compõe as músicas da ode de despedida. E que bela ode saiu. I Keep Mine Hidden, Girlfriend in a Coma, e Last night I dream't that somebody loved me serão sempre músicas para recordar, carregadas de significado e sinceras.
Depois do lançamento aconteceu uma reacção em cadeia que Marr apelida de "acontecimentos internos que acabaram com uam miséria desnecessária". Uma série de factores começou a causar cisões entre a amizade de Marr e Morrissey. Até que Marr decide dar uma abanão. Pede à banda para redirecionar a sua imagem e o seu som, coisa que foi intrepertada pelos seus colegas como uma resignação. Marr decide então afastar um pouco da banda sempre na esperança que eles fossem atrás dele, aceitando as suas ideias. Todavia a banda continuou.
Esta separação afectou bastante todos os elementos da banda, mas Morrissey, com o seu coração tremendamente sensível e frágil, foi o reagiu pior.
Isto, na opinião de modesto ser humano, foi um enorme mal-entendido. Coisas que ficaram por dizer cara-a-cara, e que no final vieram pelas bocas de outras pessoas. Exemplo disso foi a forma como Marr foi afastado de vez da banda. Através de um comunicado libertado pela editora e nunca da boca dos seus colegas.
E assim tudo acabou e entra em campo o orgulho doentio. Os elementos da banda foram para tribunal em disputa pelos direitos musicais, e monetários.
Morrissey através do sarcasmo e mordacidade como sempre ia mandando as suas "bocas", dizendo que: "Antes preferia comer os meus próprios testículos do que voltar a juntar-me com os Smiths..." frase que completou dizendo:"...e isto vindo de um vegetariano quer dizer alguma coisa."
Todavia tanto Morrissey como Marr sempre admitiram que eles eram o coração e a alma da banda.
Nos dias de hoje Morrissey tem uma interessante carreira a solo, continuando a mostrar na sua letra o seu coração medroso, e há muitos anos partido. Marr continua a ser um embaixador da música militando agora na banda americana Modest Mouse. Recentemente a banda recebeu propostas milionárias (na ordem dos milhões de libras!!!) para se reunirem, mas que tanto Marr como Morrissey refutaram dizendo que seria a reunião pelas razões erradas.
Todavia há esperança no ar, já que Marr afirmou:"Mas no futuro quem sabe? Já aconteceram coisas mais estranhas..."
E com esta ideia percorrendo-me a cabeça que acaba a história deixando a letra de How Soon It's Now?, que qualquer parecença com alguém vosso conhecido não passa de mera coincidência:
How Soon Is Now? - The Smiths
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am human and i need to be loved
Just like everybody else does
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Oh, of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am human and i need to be loved
Just like everybody else does
Oh ...
Oh ...
There's a club, if you'd like to go
You could meet somebody who really loves you
So you go, and you stand on your own
And you leave on your own
And you go home, and you cry
And you want to die
When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?
See, i've already waited too long
And all my hope is gone
Oh ...
Oh ...
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am human and i need to be loved
Just like everybody else does
Ok ?
Valete Frates
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Mais uma sugestão de natal...
Só uma pequena nota, se calhar já repararam, que 90% das vezes que ponho um vídeo ou uma foto neste blog, são sempre mulheres loiras (desta vez é a Charlize,haaa...Charlize...), só queria dizer que não tenho nada contra as morenas (antes pelo contrário), mas as loiras...Eh pá, mexem comigo. Posso dizer que sou a prova viva, que os homens preferem mesmo as loiras.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Este Natal quero uma Scarlett no sapatinho
Na reedição, a cores e em vídeo do anúncio do perfume Eternity, e visto a chegada do Natal eu quero fazer o meu pedido.
Pai Natal, podes dar o perfume a outro menino, eu preferia uma Scarlett no sapatinho.
Valete Frates
Música do mês

Everybody's got something good to say
segunda-feira, novembro 26, 2007
SE7EN
Valete Frates
domingo, novembro 25, 2007
8 1/2 de Fellini
Todavia quando cheguei a casa estava a dar um documentário sobre o cinema italiano (mais tarde deu um sobre a revolução russa e a URSS, que por sinal também estava a ser muito bom, mas o sono levou a melhor), o documentário era assinado por Martin Scorcese e tinha o nome "A minha viagem a Itália". O último filme documentado foi o 8 1/2 de Fellini.
Ora no final, para além de ter ficado com uma vontade enorme de ver o filme e de ser o Sr. Marcelo Mastroianni, fiquei também com vontade de passar a mensagem da mesma forma que o narrador passou para mim.
Só para vos dar um cheirinho da história (e porque ainda não vi o filme), posso dizer que se trata de um filme praticamente auto-biográfico, onde a personagem experiência as mesmas situações que Fellini passou, o nome do filme advém do facto da personagem ter feito 8 filmes e mais um episódio, prefazendo o 8 1/2. Mas o filme é muito mais que uma biografia, é arte, é a descrição do processo de criação da mesma, as pressões que todos colocam no cineasta (incluindo a dele próprio), a procura da musa inspiradora da criatividade...
Tudo isto retratado na forma única de um dos maiores mestres do cinema, que recorre a diversos elementos técnicos e psicológicos (o constante recorrer ao surrealismo), para tornar o filme numa experiência maravilhosa.
Colocando nas palavras do narrador:"É um filme sobre filme, e que não podia existir fora do filme."
Deixo aqui o clip da cena inicial, que espero vos aguce o apetite como me fez a mim, e também uma nota. No meio do lixo constante que nos tentam impingir diariamente, tentando rutulá-lo como "cultura" e/ou "entretenimento", é bom saber encontrar coisas realmente boas e fazer um esforço para as compreender. Verão que quer compreendam quer não, no final do filme, o vosso intelecto foi exercitado, e sairam com um ideia ou outra diferente do que quando começaram a ver o filme.
Se quiserem podemos ver o filme juntos. ;)
segunda-feira, novembro 19, 2007
David Lynch
Deixando ideias no ar como, através da meditação tornarmo conseguirmos ser mais criativos, mais inteligentes, mais energéticos....Incluir a meditação nos planos curriculares das crianças que automaticamente está ligada há paz mundial, consciência, desenvolver o potencial do ser humano, enfim coisas que só vêem estragar as nossas vidas, não é?
Para mim o exoterismo, é algo de muito peculiar.
Consegue dar sentido a coisas que parecem não fazer sentido nenhum, mas que vendo bem, e com uma boa capacidade de intrepertação, conseguem ter mais sentido do que qualquer realidade por nós experimentada.
Estamos tão entropercidos nesta nossa "realidade", que já nem vemos o quanto insanas são as nossas atitudes.
Que vos parece ser mais desprovido de sentido?
Um homem tentar num momento, expressar em palavras inexistentes aquilo que o prende, que o apoquenta? Ou um homem passar toda a sua vida a desenvolver tecnologia, para que depois possa ser usada para matar milhões?
Pensei bem na insanidade...
Ora para vos tornar melhores seres humanos deixo aqui o vídeo com o muito sábio David Lynch.
Por favor façam um esforço para entender...
Ah, e o vídeo também está em inglês.
David Lynch talks
Valete Frates
domingo, novembro 18, 2007
7 Bandas - Pink Floyd
(Esquerda para a direita - David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Whright, no Live 8) Sem dúvida alguma os Pink Floyd são grandes, mesmo muito grandes.
Têm o segundo disco mais vendido de sempre (!!!) (Dark Side of the Moon), uma das discografias mais completas, um filme, e cerca de 200 milhões de discos vendidos.
A banda foi formada por volta de 1964, na Universidade de Cambridge, por Roger Waters (Baixo), David Gilmour (Guitarra/Vocais), Nick Mason (Bateria), Rick Wright (Teclados) e o misterioso Syd Barret (Vocais).
Ora obviamente que isto das drogas é um mundo tortuoso e de fácil perdição, para dar um exemplo ambos nomes referidos acima morreram com 30 anos(!!!), Syd está fora desse leque (morreu há pouco tempo com 60 anos), mas uma certa trip iria mudar a sua vida para sempre.
De um momento para o outro o seu comportamento começou a tornar-se ainda mais estranho,e misterioso, chegava atrasado aos ensaios e gravações, aparecia em público visivelmente exausto ou frenético e chateado...
Ora segundo consta, aqueles eram circulos que a banda não frequentava (hmm...não me parece...), e então os managers decidiram dizer que Syd teve um esgotamento nervoso e mandaram-no para umas férias em Espanha.
Quando Syd voltou, ouvia-se as histórias que ele tinha ido para lá dormir em cemitérios.
Ora a banda decidiu continuar sem ele, Gilmour começou a tomar conta dos vocais, e começaram a cantar as músicas que Syd escrevera, sem Syd para as cantar. Certa vez Syd apareceu a um clube mirando Gilmour enquanto este cantava as suas músicas. Consta que este episódio irritou bastante Gilmour.
Waters entretanto decidiu abandonar a universidade e dedicar-se de corpo e alma à banda. Foi ele que teve a coragem de afastar Syd Barrett de cena.
Após a saída de Syd Barret as rédeas da liderança passam para Roger Waters, que toma conta de direcção sonora do grupo, e compõe a maior parte das músicas.Em 1971 sai novo disco, uma preparação para a revolução musical que o próximo registo viria a causar.
Posto isto em 1973 sai um dos melhores discos de sempre, Dark Side of the Moon.
Uma das melhores experiências sonoras de sempre, com 10 músicas que podem mudar a vida de uma pessoa em cerca de 45 minutos.
Mas que tinha assim de tão especial?
Mas que é isso?
Resumindo Dark Side of the Moon é algo que devia ser obrigatório qualquer ser humano ouvir, daquelas coisas que devia fazer parte do plano curricular da disciplina de inglês, ou de filosofia. É algo mesmo maravilhoso, é fechar os olhos e escutar. Escutar o mundo, a vida, a sociedade, o individuo. É impressionante o virtuosismo de Gilmour com a guitarra, os teclados a criar o ambiente, e toda aquela nuvem sonora, recheada de cheiros e lugares.
Num plano mais didáctico, e falando dos mitos de volta deste registo, consta que Dark Side of the Moon e o filme "Feiticeiro de Oz" fazem uma boa parelha. Segundo o mito se se colocar o disco a tocar a uma dada altura do início do filme, consegue-se que cerca de 100 falas coincidam. Fica a deixa para quem quiser experimentar.
Em 1975 sai Wish you were Here, cujo tema homónimo ainda mexe nos dias de hoje pelas rádios. Embora muitos pensem que é uma canção de amor, Waters escreve mais uma vez sobre Syd (acho que foi o pesar de consciência), temas como a solidão e ausência de amigos são a verdadeira essência da canção segundo Waters.Outros discos muito bons sairam, mas há mais um do qual sou obrigado a falar, The Wall.
Crítica abertamente o sistema educacional inglês (que anos mais tarde foi importado para Portugal), dizendo que diminuiu a individualidade dos alunos ingleses, conformando-os a moldes e negando-lhes a oportunidade de ser criativos, esta tomada de posição causou bastante polémica na Inglaterra da "Dama de Ferro", Margaret Tatcher.
Num plano psicanalítico, com a canção Mother, conta a história de um rapaz cujo amor materno, chega a ser sufocante, transformando o rapaz na vida adulta, uma pessoa incapaz de ligar com os problemas que lhe aparecem.
O tema chave desta vez é a solidão e o isolamento. Aliás para melhor contextualização do disco, o filme pode ajudar.
No filme a personagem principal, vai criando um muro à sua volta, que representa o seu afastamento emocional das pessoas (para mais informações ver um dos meus primeiros posts).
Escrito mais este brilhante capítulo da história da banda, esta lança mais um disco The Final Cut, dá-se na realidade o corte final. Roger Waters lider e principal compositor da banda abandona a mesma. E apartir daqui é que as coisas começaram azedar.Veio o rancor, ciúme, os insultos, lutas judiciais e um enorme diferendo entre David Gilmour (novo lider) e Roger Waters.
Ambos começam a tentar sabotar as carreiras um do outro, criticando a forma de tocar, desafiando-se publicamente com Gilmour a pegar no porco balão (adereço sempre usado por Waters) e colocando-lhe um par de testículos.
No fundo nenhum podia viver sem o outro. David Gilmour precisava do idealismo e brilhante capacidade de escrita de Waters, Roger Waters precisava da maravilha sónica da banda, para contextualizar as suas ideias.
Em 2005 Bob Geldof liga a David Gilmour e pergunta se a banda não quereria juntar para o Live 8. David diz que não. Dias depois Roger liga a David e diz para se colocarem as diferenças de lado, que o objectivo da reunião é mais importante que as suas diferenças. Gilmour aceita a ideia e o mais uma vez o inacreditavél acontece com a reunião da banda. Foi uma noite recheada de significado, a reunião de uma banda que tinha passado mais tempo separada do que a tocar junta. No momento da noite, em que Waters e Gilmour juntaram as vozes para cantarem Wish you were here. Tributo ao homem que os inspirou para se juntarem naquele momento. E para Waters?"O saldar de uma dívida antiga..."
Clara referência a Syd Barrett, o habitante das sombras da banda.
(Syd Barrett pouco antes da sua morte)Para terminar e porque a história de Syd Barrett é algo que não só merece ser contado, como deve ser contado, vou contar um pouco da sua história.
