quarta-feira, dezembro 17, 2008

Aconteceu em... Novembro 08

Quero realçar algumas coisas que se passaram em Novembro...a meio de Dezembro. Ando um pouco desfasado no domínio dos tempos, mas isso não é anda que apoquente um estudante de electrónica (piada para engenheiros).
Digamos que Novembro foi bastante pródigo em acontecimentos relevantes para a história da humanidade.
Barack Obama venceu a John McCain as eleições para a presidência dos EUA tornando o primeiro presidente dos EUA negro. Obviamente isto tem uma forte conotação social e histórica, não fosse a América um país com um vasto historial de escravatura e diferenciação racial. O mais curioso é que ele nunca fez nada de especial. Tem uma história de vida interessante mas fica por aí. Não me entendam mal, eu gosto e muito do discurso do homem, mas numa altura em que o mundo precisa de liderança e experiência, fomos apostar num indíviduo que ainda não tem nenhumas provas dadas. Todavia foi sem dúvida a escolha mais acertada em relação às opções dadas. Ele pelo menos tem o discurso certo e o carisma, veremos se tem algo mais que isso.
De resto estas eleições norte-americanas foram um verdadeira de propaganda mundial, um pouco por todo o mundo toda a gente seguia com relativa atenção o que acontecia durante a campanha, sendo que por todo o mundo os mais diversos lideres internacionais congratularam publicamente a vitória do ex-senador. Foi um fenómeno de demonstração do poder da globalização. Toda a gente sabe que será por aquele homem passaram todas as decisões de real relevância para o mundo inteiro. Foi algo que alguns parecem ter finalmente compreendido depois do duplo mandato de "Cowboy" Bush (vou ter saudades das suas piadas).
Outra demonstração do poder da globalização foi a queda a nível mundial das bolsas de valores. Após décadas de serem uma pedra Filosofal para transformar ar em ouro, por fim o verniz estalou e podemos ver um pouco para dentro das trafulhices e canalhices que algumas das pessoas mais confiaveis das finanças fizeram ao longo dos anos. Impressionante o que as pessoas conseguem descobrir quando falta dinheiro. Descobrem-se crimosos, ganânciosos, e também gente faminta e dificuldades, desemprego. Não sei, penso que só vem provar que a abundância de dinheiro é o melhor cosmético para uma sociedade à muito podre.
Por cá descobriu-se a pila ao macaco, ou seja descobrir-se o "governo sombra do PSD" (como muito bem referiu o Sr. Louçã, que quando não fala só para contrariar até diz umas coisas com muita verdade), encoberto no BCP. Entre ex-ministro, ex-Secretários de Estado e outros taxistas vários venho o Diabo e escolha a ordem porque eles vão todos parar lá.
Posto isto vamos falar de coisas sérias, as escolhas do Marcelo aqui do blog:

Neste mês li:
Os Irmãos Karamázov Vol. 1 - Fiódor Dostoiévski
Tenho um pouco de medo de falar sobre este livro, pois é algo que me transcende numa larga medida. E eu ainda só li o primeiro volume.
Uma narrativa extensa e entusiasmante sobre uma familía condenada à tragédia quase desde do início do livro. Temas diversos e complexos como a vida, a morte, a existência e condição humana, o invariante percurso da vida condicionado pelo destino, o papel da religião no mundo e na humanidade, a dialetica dever/vontade, e mais meia dúzia de temas que não sou capaz de enumerar.
Sem dúvida alguma um dos maiores livros da história da humanidade, que contém passagens verdadeiramente inesqueciveis. Assim de repente ressalvo a passagem do "Grande Inquisidor" e as memórias do Padre Zóssima. Profundo e aprofundado o livro ideal para ler durante o Inverno rigoroso e lembrar para o resto da vida.

Neste mês vi:
Lila Dit Ça - Ziad Doueiri
Filme "franciú", que embora não seja um filme que vá mudar a vossa vida, é muito interessante. Temáticas interessantes são aqui retratadas. O estado actual da vida dos franceses descendentes de emigrantes norte africanos, retratando as dificuldades e as faltas de oportunidades para singrarem na vida (situação que pode ser muito bem extrapolada para cá), a sexualidade, a dificuldade de exprimir o amor que por vezes não é lá muito bem sinalizado embora seja extramamente explícito.
Um filme muito insinuante que contem dois excelentes desempenho no qual se destaca Vahina Giocante no papel de Lila. Bastante provocante e inocente, muito ao estilo de Lolita (sem a relação com o homem mais velho). Combinação fatal para prender a atenção de qualquer homem. Ou seja é um filme onde todos ficam contentes, as mulheres têm uma história de amor e os homens algo para olhar (garanto-vos que vale a pena).

Neste mês ouvi:
Made in The Dark - Hot Chip
É pá, pode não ser o melhor disco deles (o Warning era mesmo muito bom, o que colocou as expectativas bastante elevadas), mas este albúm está bem ao nível dos Hot Chip. Música de dança alegre e alternativa, para quem deseja ouvir algo diferente. Não é algo completamente diferente como so Monty Python, mas é fora do comum. Excelente baladas electrónicas, talvez num número um pouco elevado todavia muito boas. Nota-se uma sonoridade mais próxima da Pop, mais direccionada para os tempos de estio. Um albúm com músicas com Shake a Fist, Hold On e Ready For the Floor tem que ser um disco muito bom.

Valete Frates

domingo, dezembro 14, 2008

Deolinda - Lisboa Não é a Cidade Perfeita

Relendo os últimos posts, vejo a minha total falta de inspiração para escrever alguma coisa de jeito. Estou a atravessar um momento que penso ser melhor escutar do que estar para aqui a falar. Vou pedindo balões de oxigénio enquanto vou amealhando ideias para começar a escrever de novo. Entretanto vou colocar mais um vídeo para respirar mais um bocado.
Desta vez a minha escolha vai para... o fenómeno da Deolinda, não tivesse eu ido vâ-la este fim de semana.
Entre todas as músicas que acho serem excelentes, à uma que considero excepcional, Lisboa Não É A Cidade Perfeita.
Balada lindíssima, com uma excelente história, melancólica, saudosista e irreparavel, muito à portuguesa. Com a excepção do Tejo ser lilás é claro.

Valete Frates

terça-feira, novembro 25, 2008

Cloud Room - Blue Monday

Sinceramente já estou farto de ouvir versões de milhares de milhões de versões e remixes da Blue Monday dos New Order, portanto fui quando ouvi esta música pela primeira vez fui com um pé atrás.
Para supresa minha, a música havia sido completamente reconstruída. Muitas alterações na estética da música, mas todavia o seu núcleo permanece inalterado, sendo que continuamos a sentir a cadência dos acordes do baixo de Peter Hook.
Fica para inglês ver.

Valete Frates

sábado, novembro 22, 2008

Gorillaz - The Swagga

Ultimamente não me tem apetecido muito passar por aqui. Não sei porquê simplesmente não me apetece. Vou fazer um forcing para tentar deixar aqui algumas coisas e partilhar alguns gostos.
De momento quero deixar aqui um vídeo da banda virtual mais famosa de sempre, os Gorillaz. Esta música é retirado do disco D-Sides, composto por raridades e lados B da banda. Este albúm como toda a discografia da banda são absolutamente essenciais para aqueles que dizem gostar de música no século XXI. Vídeo minimalista, assim como a vida será no futuro.
Sem mais propaganda, Gorillaz - The Swagga:

Valete Frates

domingo, novembro 02, 2008

La Radiolina

Última lista de 21 músicas por mim seleccionada e que recentemente foi retirada de circulação. A banda sonora ideal para quem percorre estas paragens.

1. Klaxons - Atlantis To Interzone
2. Ramones - What I Like About You
3. The Kills - Gipsy Death And You
4. Ennio Morricone - Man With The Harmonica
5. Johnny Cash - Folsom Prison Blues
6. Neil Diamond - Solitary Man
7. Pink Floyd - Interstellar Overdrive
8. Serge Gainsbourg - Sorry Angel
9. Kevin Shields - City Girl
10. Massive Attack - Angel
11. Air - Cherry Blossom Girl
12. David Bowie - Ashes To Ashes
13. Iggy Pop - The Passenger
14. The Beatles - Hey Jude
15. Bob Dylan - Mr. Tambourine Man
16. Isobel Campbell and Mark Lanegan - Deus Ibi Est
17. The Clash - I Fought The Law
18. Interpol - Pioneer to the Falls
19. New Order - The Perfect Kiss
20. Junior Boys - Double Shadow
21. Bloc Party - Two More Years

Valete Frates

sábado, novembro 01, 2008

Consentimento

Estou num local bastante movimentado, olho à minha volta e pergunto-me.
Quem são estas pessoas?
Que tipo de vida levam?
Que tipo de pessoa serão?
Dificil ser menos abrangente nas questões, não?
Fazem-me lembrar um pequeno conto de Edgar Allan Poe, "O Homem da Multidão". O conto consiste num homem que de cada vez que deixava de ter gente à sua volta começava a ficar assustado e corria desesperadamente à procura de movimento e de vida. E assim vivia, caminhando errantemente pela cidade de Londres à procura de companhia, não dormindo ou descansando, uma máquina imparavél tememente da solidão. No final o escritor descreve-o como um homem que não pode ser lido.
Essa descrição percorre-me a cabeça enquanto olho para rostos, gestos e roupas sendo incapaz de compreender aquilo com que me deparo.
De que falarão?
Para onde vão?
De onde vêem?
Complicado é procurar uma sinal pessoal, algo que as defina, porque é impossível definir uma pessoa. Mesmo assim não se pode referir a alguém sem lhe colocar uma etiqueta. Um nome, um atributo, uma excentricidade. Todavia elas são tão mais do que isso e ao mesmo tempo muito menos. Toda a complexidade pessoal é impossivel de ser descrita, apenas podemos relatar pequenos traços do caracter de cada um. Por outro lado nós somos apenas matéria orgânica, algo que existe e povoa quase toda a extensão da Terra. Algo que nasce, existe, extingue-se e no fim simplesmente se decompõe.
Qual o verdadeiro interesse de cada gesto?
Será que o nosso estilo de vida interessa para alguém?
Sendo que somos todos importantes, porque não ligamos nenhum aos outros?
Se repararem bem ninguém ouve ninguém. Todos esperam a sua vez para falar, porque lá no amâgo todos sabemo que a verdade só reside em nós mesmos.
Sejam sinceros, a opinião dos outros pouco vos interessa, vocês querem lá saber se o João diz que o novo 007 é muito bom, ou que a Maria diga que a comida francesa é a melhor do mundo, ou mesmo até que a Joana ache que os Rolling Stones são a melhor Banda de sempre. Nada do que eles dizem vos interessa, já que vocês sabem que o novo 007 é uma merda, que a melhor cozinha é a indiana e que toda a gente sabe que a melhor banda de sempre são os U2.
É, então irrefutavel, cada ser humano vive apenas para si próprio, para a sua satisfação, para os seus desejos, tristezas e necessidades. Mas agora outras questões se levantam.
Se somos assim porque precisamos da aprovação dos outros?
Para que precisamos de nos superiozar?
E porque desejamos sempre o mesmo que os outros?
Toda a gente quando vai ver um filme quer romance, toda a gente quer se casar, ter filhos e as outras tretas todas. Isso preenche-os dizem. Aceito.
Mas porque devemos ser todos castrados daquilo que queremos na realidade e no final ir obter aquilo que sempre quisemos pisoteando e magoando muitas mais pessoas do que aquelas que teriamos magoado se desde inicio fossemos procurar aquilo que na realidade nos "preenchia". Somos enganados e manipulados desde que temos idade para sermos enganados e manipulados.
Para terminar peço que recordem o filme Matrix. A Matrix existe e está de boa saúde, vivemos num mundo apenas por nós perceptivel, onde nos encontramos entropecidos, vivendo num limbo eterno de camisas da Gant, perfumes Armani, carros da Mercedes e casas germinadas. É essa a vida que sonhamos, são essas as coisas que desejamos. E é assim que alimentamos as "máquinas", empresas sem rosto, escondidas atrás de logótipos e slogans, que apenas procuram reproduzir a sua riqueza aniquilando-nos com fome, miséria e um falso sentimento de felicidade. Verdadeiros Deuses pagãos, que do alto do seu Olimpo brincam com o nosso destino, atirando-nos pedras, armas e guerras para que nos tornemos mesquinhos e estimemos a nossa identidade sobre todas as outras.
Já nem sei de que lado está a verdade, aliás já nem sei o que é a verdade. Sei que não conheço ninguém que está à minha volta da tal rua movimentada, sei que consinto e pior que tudo sei que continuarei a consentir até ao fim dos meus dias, assim como todos aqueles que vejo.
Dava tudo para estar num romance do Chuck Palahniuk.
Valete Frates

sexta-feira, outubro 24, 2008

The Teenagers - Homecoming

Mais um momento delicioso, delicado e sexy. A música não é recente mas não deixa de ser muito boa. Vídeo cheio de estilo, letra inteligente e música que desafia abanar levemente a cabeça e agitar com calma o resto do corpo.
Dedicada aos momentos juvenis que todos guardamos com grande estima.

Valete Frates

segunda-feira, outubro 20, 2008

Há sempre Luz

Nunca a flagelação soube tão bem.
Depois de um ano inteiro sem chegar perto do meu cabelo um barbeiro, cabeleireiro ou um par de tesouras, finalmente fui cortar o cabelo.
A razão porque o fui cortar foi igual à que me levou a deixá-lo crescer no primeiro lugar, simplesmente apeteceu-me.
Agora o que eu não esperava é que algo de bastante assertivo viesse a surgir dessa situação.
Enquanto via as longas madeixas caírem para o chão, uma pequena revisão do ano passou-me pela cabeça. Alguns bons mas essencialmente os momentos maus, aqueles que todos desejamos esquecer. Momentos de constrangimento, sofrimento, dor e tristeza.
A verdade é que mal as tesouras foram pousadas, e me vi pela primeira vez ao espelho, foi como se não me conhecesse. Como se eu agora, tivesse uma visão diferente sobre os vários quadrantes da vida. Uma profunda alegria e felicidade me invadiram e senti-me bem, mesmo muito bem.
Esqueci quem me prejudicou, perdoei quem me magoou, já que vi as razões por que fizeram isso e pareceram-me tão ridículas para ainda guardar qualquer ressentimento. Para ser sincero tudo me pareceu tão pequeno e tacanho, tudo o que eu pensava que magoava profundamente, que no final só consegui ter pena de mim (por ter pensado assim) e dos outros (por serem como são). Eu sei que este último parêntese tem uma ligeira conotação snob, mas não me apetece mentir sobre algo tão magnífico.
Purificação é a única palavra que consigo encontrar para descrever algo que me varreu o lixo que existia na totalidade do meu ser, mente, alma e coração. Pode parecer um pouco lugar-comum, mas de minha parte tenho que dizer que é bem verdade aquela treta toda de ter que enterrar as coisas más para poder seguir em frente (ou no meu caso ver mechas de cabelo morto).
Pela primeira vez em muito tempo sinto-me fresco e revigorado, diferente.
Recomendo vivamente aqueles que procuram um novo começo, o processo de enterro do defunto. A terra fará com que os seus restos mortais sejam reciclados e devolvidos à vida enquadrados num bem maior.

Valete Frates

quarta-feira, outubro 15, 2008

Pixies - Where is my Mind?

Para quem segue este blog à algum tempo deve saber da minha tremenda paixão pelo filme Fight Club. Provavelmente melhor que o filme deve ser o livro que brevemente terei que adquirir.
Esta é a minha última tentativa para vos interessar num filme e num livro que todo o ser o humano devia ver.
Sinceramente, nem que por umas breves horas, ele vai mudar a vossa concepção do mundo e da vida.
Fica a música final, verdadeiro dinamite, feita pelos Pixies e com um cunho existencialista.



Valete Frates

segunda-feira, outubro 06, 2008

Aconteceu em... Setembro 08

Neste belíssimo mês finalmente chegou o Verão. Pena que tenha chegado quando eu já estava em aulas.
A crise económica adensou-se a nível mundial, sendo que a reserva americana decidiu dar um de comunista e nacionalizar algumas seguradoras (!?). Mais interessante é que o dinheiro provém dos impostos pagos pelo povo americano e sente-se no ar um sentimento de injustiça e impunidade.
A China faz nova demonstração ao mundo da sua modernidade, dando uma visibilidade nunca vista ao jogo Para-Olimpicos. No final do mes morrem bebes chineses vitimas de leite condensado contaminado de produção nacional.
Pelo mundo o petróleo desceu para valores aceitáveis pela primeira vez em meses, todavia por cá a Galp e a Repsol acham por bem não confiar e continuam a subida imparável dos preços da gasolina justificando-se com instabilidades do mercado.
A policia decide fazer rusga todos os fins de semana nos grandes centros urbanos de forma a combater a escalada do crime, as imagens passam pela TV e as pessoas vêem-nas enquanto adicionam uma nova fechadura à porta de casa e um sistema anti-roubo no automóvel.
Morreu o Paul Newman e o pai de colega meu. Não percebo porque apenas a notícia do Paul Newman deu no telejornal.
Começou a minha estação favorita, o Outono. Nada me sabe melhor que os raios de Sol na altura do lusco-fusco. Fiz anos e percebo a inutilidade da celebração da data.

Neste mês li:

Retalhos da Vida de um Médico - Fernando Namora

Várias narrativas do médico/escritor, levando-nos a percorrer várias regiões de Portugal através de vários momentos da sua vida. Passamos pelos diversos momentos da sua vida profissional. Desde os estudos na cidade, aos primeiros anos no Alentejo, e o culminar em Lisboa. Vemos a pente fino as várias personagens todas elas retratos de um Portugal de meados do séc. XX.
Impressionante o olhar humanista com que ele descreve os seus doentes, compreendo o seu desespero e as suas tragédias. Realista e tocante.

Neste mês vi:
Dr. Strangelove or: How I learned to Stop Worrying and Love the Bomb - Stanley Kubrick


Comédia negra sobre o fim da humanidade. Em tempo da guerra fria Soviéticos e Americanos encontram-se na corrida ao armamento pondo em causa o futuro da humanidade. Todo o mundo se encontra num impasse.
Um General demente decide quebrar esse braço de ferro e manda atacar com bombas nucleares a URSS.
Assim se inicia o filme, e apartir daí começa o espetáculo de loucura, amor e ódio entre as duas faces em conflito, que mesmo quando se trata de salvar a humanidade, ainda continuam a pensar na supremacia global.

Neste mês ouvi:
The Very Best Of Ennio Morricone - Ennio Morricone

A compilação do verdadeiro mestre das bandas sonoras, o compositor de algumas das mais identifícaveis músicas do cinema. Este disco são incluídas músicas de "Por um punhado de Dólares", "Por mais Alguns Dólares", "Cinema Paraíso", "Era uma vez na América", entre muitos outros. Especial destaque para duas músicas que marcaram os dois melhores filmes do Western Spaghetti de Sérgio Leone, falo claro das músicas "O Bom, o Mau e o Vilão" retirada do filme com o mesmo nome; e também "The Man with the Hamornica" do filme "Aconteceu no Oeste".


Valete Frates

Dois tabefes ao Sr. Cavaco Silva

Ligo a televisão na Eurosport para ver a Rússia a bater em uns bonecos das Ilhas Salomão num suposto jogo do Campeonato do Mundo de Futsal. Sendo eu um ex-praticante e um fã da modalidade fico com uma grande sensação de tristeza. Ao intervalo está 20-0 e decido não ver mais, talvez depois vá ver o resultado final.
Mudo de canal, para a RTPN, está a dar a Antena Aberta. A questão que pede para comentar é: "O que estará disposto a fazer para aceder ao apelo do Presidente da República?"
Rapidamente mudo de estação para a SIC Notícias para ver qual é a questão colocada no programa Opinião Pública, para surpresa minha (ou talvez não), é a mesma que a da RTPN.
Volto para a RTPN, e feito este ligeiro zapping ponho-me a pensar na pergunta. E como um relâmpago a resposta chega-me à cabeça. Estou disposto a dar dois tabefes ao Presidente da República.
Já não gostava muito do homenzinho, mas ultimamente ele anda a passar das marcas.
Veta leis banais gerando polémicas inúteis. Faz discursos à nação com a máxima urgência para dizer que os Açores rejeitam-se a respeitar novas leis por ele impostas relativas aos estatutos regionais, entretêm-se em levantar questões pertinentes e depois a considerá-las tabus que não devem ser debatidos e sobres os quais um homem da sua posição não deve opinar.
Ele critica o estado da economia nacional, parecendo alienado ao que de resto se passa lá por fora. Pede um esforço extra aos portugueses (subentenda-se o povo), quando ele foi quem iniciou esta crise económica nos seus tempos de primeiro-ministro. Sim porque foi ele e mais os seus ministros das finanças que falavam de "Oásis Portugueses na Europa", quando na realidade corda se apertava cada vez mais ao pescoço, que iniciaram a crise economia que perdura até aos dias de hoje.
Foi ele que negociou com a antiga CEE a redução das nossas cotas agrícolas e pesqueiras, em troco de maiores fundos comunitários. Esses mesmos fundos foram repartidos pelo patronato criando uma nova classe social, os Novos-Ricos. Estes sem terem que prestar satisfações pelo dinheiro recebido, ao invés de investir nas suas empresas compravam carros e casas na praia. Consequentemente as suas empresas faliram e as pessoas foram para o desemprego, todavia os patrões continuaram ricos. No fundo ele retirou o pão e o peixe da boca e o dinheiro que daí provinha das bocas e carteiras dos portugueses (subentenda-se o povo). Tirou dos pobres para dar aos ricos, o verdadeiro Robin dos Bosques moderno.
Á cerca de um ano ele falou da falta de interesse dos jovens na vida activa social e politica. Não disse mentira nenhuma, só que parece que se esqueceu que o governo dele foi dos que menos beneficiou a inserção dos jovens na vida activa e nas responsabilidades da vida adulta.
Estas são algumas das falhas que me vêem como um relâmpago à cabeça, mostrando-me a imagem de um Presidente da República fraco, débil, senil e amnésico.
E diz ele que vai unir os portugueses?
Garanto que eu sou capaz de unir mais portugueses de volta da minha causa. Espetar-lhe dois tabefes até ele se lembrar e admitir cada erro que cometeu.
Depois se verá como ele é parecido com a equipa de futsal das Ilhas Salomão.

Valete Frates

quinta-feira, outubro 02, 2008

Belo Outono

A bela Diane Kruger "sensualizando" o Outuno no El Corte Inglês. Banda Sonora de Rodrigo Leão.
Valete Frates

sexta-feira, setembro 26, 2008

Giorgio Moroder - Knights in White Satin

Devagar, devarinho como que cantando uma música de embalar. Abana para um lado, puxa do outro. Dança e balança. Sensualidade transbordante. Na década de 70 assim se davam os primeiros passos na música de dança.
Valete Frates

segunda-feira, setembro 22, 2008

Um leopardo muda sempre as suas pintas

Lembrando as várias pessoas existentes em Fernando Pessoa, um simples mortal pergunta-se a si mesmo: "Terá sido Pessoa um génio esquizofrénico, ou muito simplesmente sensível ao ponto de reparar em todas as diferentes facetas que emerginam dentro de si?"
Acredito mais na segunda opção. Pois olho quando olho para dentro e mediante a forma como acordo (não me refiro ao mau-humor já que é o meu estado normal) posso reagir de forma diferente aos mesmos estímulos rotineiros.
Tenho diferentes camadas como a superficie terrestre. Uma mais suave e fértil, facilmente penetravel, outra mais escondida e misteriosa, outra dura e rochosa...Não quero com isto dizer que quanto mais fundo penetro dentro da minha alma, pior pessoa sou, já que as camadas estão paralelas e não sobrepostas. Todas elas são uma amostra para o mundo daquilo que sou.
Feita a devida introdução teórica, tenho uma questão a lançar. Será que ao encontrarmos essas diferentes camadas, quando encontrarmos algo que não gostamos podemos ignorá-lo? Podemos simplesmente dizer para nós próprios que aquilo não existe e através da auto-sugestão negar essa parte da nossa persona?
Posso dizer que já presenciei isso a acontecer. Uma pessoa entrou em "negação positiva", e recusou-se a acreditar que se estava a queimar lentamente, desperdiçando-se e recusando simplesmente abrir os olhos e ver o que toda a gente via. E essa sua "verdade" acabou por tornar-se realidade na sua cabeça. Por outras palavras, ele deixou de se ver como um cobarde e/ou perguiçoso e passou a apresentar-se como um ser confiante e seguro. Todavia ele não mudou, continuou a ser o que era, passou a viver numa realidade diferente, num sub-mundo pessoal onde ele era o heroi. Será esta a verdadeira psicose?
Riscar cada traço da nossa alma quando é algo negativo ao invés de o aceitar todas as nossas penas?
Não digo para andarmos a mostrar ao mundo que somos seres egoístas, vingativos, odiosos, gananciosos, vaidosos ou outra coisa semelhante já que normalente não são "qualidades" que nos orgulhemos, mas pelo menos admitir para nós quem somos verdadeiramente e se possível tentar alterar alguma face que gostemos menos.
Isto pode parecer algo de muito simples, portanto digo-vos uma coisa: se se acham puros e bons, fortes e corajosos, vai até ao espelho e meditem sobre o vosso reflexo. Tenho a certeza que a uma dada altura serão obrigados a desviar o olhar.

Valete Frates

sábado, setembro 20, 2008

Cut Copy - Lights and Music

Parece que toda a gente com quem eu falo tem grandes problemas com o electro-pop, não compreendo bem a razão uma vez que parece uma escolha músical muito alegre e divertida.
Bem eu gosto e isso é que me interessa, muito melhor que Emos, pseudo-punks e merdas parecidas.


Resta só deixar o aviso para aqueles que partilham comigo o gosto desta banda, que eles em Novembro estarão de volta a Portugal depois da passagem pelo Sudoeste. Dois concertos, um no Porto e outro em Lisboa, nos dias 13 e 14. Fica o aviso para quem os quiser ver de mais perto.

Valete Frates

domingo, setembro 14, 2008

Montando a Bomba

Esta cena retirada da brilhante sátira negra de Stanley Kubrick, Dr. Strangelove, tem uma demência tal que tinha que arranjar um lugar para a meter algures por aqui.
Haja desprezo pela humanidade!
Valete Frates

segunda-feira, setembro 08, 2008

Bola de Neve

No último mês o Diário de Notícias foi oferecendo, quase diariamente, juntamente com o jornal uma colecção de livros de bolso de grandes clássicos da literatura.
Claro que não são nenhumas edições especiais, mas para uma mente sedenta e impressionavél como a minha, servem perfeitamente.
Servem para a mente se encontrar, ou pelo contrário, divagar e criar as mais lógicas teorias. Gostava de partilhar uma das minhas teorias que explica a crise económica mundial. Não tem nada de novo, até porque a base da minha teoria tem mais de 2400 anos, mas serve para provar que muito pode ser evitado e compreendido, lendo apenas um livro.
Retiro este excerto do muito conhecido livro A Arte da Guerra de Sun Tzu:

"Formar um exército
De cem mil homens
E fazê-los marchar
Quinhentos quilómetros
Esvazia os bolsos
Do Povo
E do Tesouro Público
Até à soma diária de
Mil taels de prata.
Causa agitação
Dentro e fora do país
E faz com que um sem-número de homens
Passem a vadiar pelas estradas,
Extenuados.
Mantém setecentas mil famílias
Sem trabalho."

Olhemos agora para os nossos tempos e para a realidade global em que vivemos, e lembremo-nos de uma famosa frase:
"Quando os Estados Unidos espirram, a Europa constipa."
Esta é a minha explicação para a altura conturbada da economia e do mundo de agora.

Valete Frates

domingo, setembro 07, 2008

De volta

Na verdade já estou de volta há mais de uma semana mas ainda não me tinha apetecido escrever ou deixar nada por aqui. Estava a recuperar da silly season.
Agora ainda a meio gás, o meu post 200 fica reservado para os Chemical Brothers, recuperando o clássico Star Guitar.
Para breve voltarei na máxima força.

Valete Frates

quinta-feira, agosto 14, 2008

Os Marretas - Mahna Mahna

Um clássico entre os clássicos, momemtos ímpares de entretenimento os Marretas nos deram. Sempre capazes de colocar um sorriso na cara da pessoa mais sisuda.
E é com esse propósito que coloquei este vídeo, para colocar um sorriso na vossa cara todos os dias até ao final de Agosto, sendo que resolvi tirar umas férias e rumar a Sul (já que com este tempo do Norte ninguém pode). Vou ver o que o Algarve tem de tão especial, para além de blogs.
Para meu bem, só espero voltar a escrever aqui para o fim do mês. Até lá, sorriam que o Verão serve para isso.


Valete Frates

domingo, agosto 10, 2008

The Presets - This Boy's is Love

Quando se procura paisagens electrónica apeteciveis, inevitavél uma longa paragem na Austrália. Não sei como eles o fazem, mas a verdade é que fazem muitos e bem.
Escolhi os Presets, mas brevemente apresentarei outros para aqueles que andem mais distraidos.
O vídeo peca um pouco por ter homens em vez de mulheres, mas também não se pode ter tudo.

Valete Frates