domingo, abril 05, 2009

La Radiolina

A limpeza de primavera aqui no blog começa pela lista de músicas que já está com muito pó.
1. Nick Drake - Pink Moon
2. Leonard Cohen - The Partisan
3. Dennis Wilson - Thoughts of You
4. Cat Power - Silver Stallion
5. Bruce Springsteen - Johnny 99
6. David Bowie - Changes
7. Johnny Cash - Folsom Prison Blues
8. Tom Waits - Eggs and Sausage
9. Mark Lanegan - Strange Religion
10. Bob Dylan - Ballad of a Thin Man
Valete Frates

sábado, março 14, 2009

Hercules and Love Affair - You Belong

"Oh, sim é disco!"
A música sexy dos Hercules and Love Affair faz nova aparição, desta vez com a música You Belong.
Parece que já movimentações em redor de um novo disco, mas o de estreia ainda circula e muito. Dança sensual no topo de um telhado. Só não compreendo muito bem aquele penteado, mas ser indie é mesmo assim.


Valete Frates

sábado, março 07, 2009

Problema de Peso


Necessitamos de admitir que temos um problema de peso. É um problema relativamente recente que tem atacado essencialmente as últimas gerações dos tempos modernos. Outros países têm este problema de peso, mas por cá está a tornar-se uma epidemia.
Cada vez mais temos problemas em aguentar com o peso da responsabilidade, da consciência, do compromisso...
Isto vem um pouco contra a corrente, pois ao longo dos tempos o peso tem vindo sempre a aumentar. Começando em Atlas que aguentava sobre os ombros o peso da Terra, depois Jesus Cristo que pegou nos pecados de todos os seres humanos, passando por Newton que levou com a gravidade em cima sem ter feito mal a ninguém e acabando em Einstein que enfrentou o desafio de segurar no universo inteiro. A humanidade tem enfrentando cada vez mais desafios e mais peso tem sido colocado nos seus ombros.
Então porque não tomamos o exemplo dos últimos milénios e enfrentamos convenientemente os pequenos desafios que nos são propostos? Porque nos desviamos, esquivamos, afastamos e empurramos para os outros aquilo que deveria ser normal todos nós enfrentarmos e no final aguentar com as consequências das nossas decisões.
Penso que talvez nesta situação esteja a falar com pouca experiência no assunto, pois posso dizer que para já tenho tido uma vida previligiada em relação a muitos biliões de pessoas que habitam neste nosso planeta, não é que tenha sido completamente posto à prova. O tempo para isso virá, julgo.
O que me desconcerta é o facto de ver muitas pessoas aproximadamente da minha idade, que são totalmente incapazes de aguentar com o peso das suas escolhas. Vivem numa condição incomparavel de leveza, sem assumir a mínima responsabilidade para com os seus pares, para com a sociedade, para com o mundo ou mesmo para com eles mesmos.
Olhando para a questão levantada por Milan Kundera: "(...)o que é positivo: o peso ou a leveza?". Penso que idealmente todos desejamos a leveza, no mundo perfeito deveriamos andar todos a flutuar de tão leves que seriamos. Mas como nos foi ensinado nada no mundo é ideal, nada no mundo é perfeito. Ao abraçarmos o peso, talvez depois nos seja consedida a posteriori alguma leveza ao nosso ser.

Valete Frates

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

La Radiolina

(Talvez o único Lobo do Mar que usava prancha de Surf)

Queria destacar nesta nova lista de músicas muitíssimo interessantes, as seguintes: a música de Dennis Wilson, único Beach Boy que na realidade fazia surf e que conviveu de perto com um dos serial killers mais famosos da história, Charles Manson. Aliás Dennis chegou a viver com Manson na sua casa. As suas músicas a solo são um pouco afastadas dos ritmos quentes e alegres dos Beach Boys. Ele converteu o oceano de um azul celeste festivo, para um azul cobalto enegrecido de paisagens mais melancólicas.
De seguida temos Nick Drake com o derradeiro encantamento da lua. Nick Drake canta e chama a lua para o vir defender e ajudá-lo a mostrar às pessoas o quanto significantes são perante a beleza de um lua rosa. Tenham atenção, a lua vem mesmo para nos apanhar.

Valete Frates

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Kim & Jessie - M83

Estava mesmo à espera que os dias de sol fizessem uma aparição para pôr este vídeo. Dias estio vêem a caminho.

Valete Frates

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Dead Combo - Putos a Roubar Maçãs

Quando se fala em Dead Combo à uma coisa que se refere sempre, a enorme quantidade de sentimento que aquelas cordas têm.
Lembram-nos dias solerengos num país tropical na década de 70, revoluções, paisagens bucólicas da música western spaghetti de Ennio Morriconne, o trabalho sempre duro do operário, músicas tributo a vários mestres nos quais se destaca Carlos Paredes. Ou algo muito mais simples, como putos a roubar maçãs para a sua sede por uma simples peça de fruta. Sem dúvida música de tempos idos mas que recordamos com grande felicidade, mesmo que nunca os tenhamos vivido. É bom recordar um tempo e um espaço que nunca foi nosso.
As cordas contam melhor a história do que alguma voz poderia alguma vez contar.



Valete Frates

La Radiolina

A última playlist de meu gosto e autoria fica aqui "postada" para vocês fazerem download, ilegal espero. Fight the Power!

1. Franz Ferdinand - Lucid Dreams
2. Animal Collective - My Girls
3. The National - Brainy
4. Bruce Springsteen - Nebraska
5. Bob Dylan - Tangled Up In Blue
6. David Bowie - Space Oddity
7. David Byrne & Brian Eno - Strange Overtones
8. New Order - Subculture
9. M83 - Kim & Jessie
10. Ladyhamke - Paris is Burning
Valete Frates

sábado, fevereiro 14, 2009

O Spleen de Paris

O olhar de Charles Baudelaire nesta foto parece que me engole a alma, é algo de verdadeiramente tenebroso. Foi um dos percursores do modernismo, desenvolveu outros estilos como o gótico. Inspirou muitos outros artistas e escritores (T. S. Elliot, H. P. Lovecraft).
Queria partilhar, um pequeno poema em prosa deste senhor, retirado do livro "O Spleen de Paris". Penso que é um boa forma um pouco do nosso país também.

Um Gracioso

"Era a explosão do ano novo; um caos de lodo e de neve, cruzado por mil carruagens, cintilante de brinquedos e bombons, inquieto de ambições e desesperos, delírio oficial duma grande cidade feito para peturbar o cérebro do mais sólido misantropo.
No meio deste rumor e desta algazarra um burro trotava a bom trote, levando atrás um maltrapilho armado com um chicote.
Quando o burro ia a tornear o ângulo dum passeio, um belo senhor enluvado, envernizado, cruelmente engravatado e aprisionado num fato absolutamente novo, inclina-se cortesmente ante o humilde animal, e diz-lhe, tirando o chapéu:«Tenha V. Ex.ª um ano muito feliz!», depois volve-se para não sei que companheiros com um ar empertigado, como a pedir-lhes que juntassem a sua aprovação ao contentamento dele.
O burro não viu o gentil gracioso, e continuou a correr com diligência para onde o trabalho o chamava.
Então apoderou-se de mim um incomensurável rancor contra aquele magnífico imbecil, que me pareceu concentrar em si mesmo todo o espírito da França."

E como hoje é dia de S. Valentim queria partilhar uma das suas filosofias sobre o amor, esta retirada a wikipedia (abençoada wikipedia). Isto não quer dizer que partilhe a sua visão fatalista, mas é sem dúvida um pensamento curioso:

"There is an invincible taste for prostitution in the heart of man, from which comes his horror of solitude. He wants to be 'two'. The man of genius wants to be 'one'... It is this horror of solitude, the need to lose oneself in the external flesh, that man nobly calls 'the need to love'."

Valete Frates

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Bob Dylan - Just Like a Woman

Mitológica esta música que se encontra nas minhas músicas favoritas do Bob Dylan e de lista pessoal, saída do ainda mais mitológico LP Blonde on Blonde. Belíssima letra que já coloquei aqui à algum tempo atrás.
Julgo que este é um daqueles momentos em que não vale a pena eu estar para aqui alongar-me muito com muita conversa da treta. Desfrutem pois Bob Dylan é o melhor poeta da música que alguma vez existiu.

Valete Frates

sábado, fevereiro 07, 2009

Pnau ft. Ladyhawke - Embrace

Festa massiva e sem misericórdia. Eu não sei o que eles fazem para a terra dos kangurus mas aquilo lá para baixo deve ser uma verdadera festa continua. São bandas atrás de bandas de excelente qualidade musical.
Os Pnau neste vídeo são duo com ligações a outra excelente banda que tem dado cartas nos últimos tempos, os Empire of the Sun.
Nesta música contam com a ajuda de uma amiga do país dos kiwis, Ladyhawke.
Algo de muito interessante se anda a passar pela Oceania.

Valete Frates

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

La Radiolina

(Fama internacional e mesmo assim fazem compras no Lidl. Viva os Franz Ferdinand!)

Vou experimentar uma abordagem nova para a habitual lista de músicas que costumo pôr aqui para divulgar as bandas e músicas que mais gosto.
Em vez de as colocar aqui e depois esperar para as retirar e não fazer nenhuma menção a elas, agora decidi que vou fazer uma pequena introdução a 2 ou 3 músicas, aquelas que considero mais importantes.
Sendo assim começo pela primeira da lista. A assombrosa "Lucid Dreams" do novo disco dos Franz Ferdinand. Com início rock habitual nas músicas da banda escocesa, tudo parece previsivel e normal. Até que a música subitamente toma um rumo inesperado, dá a volta e transforma-se em algo muito próximo do House mais ácido que há memória. É o ponto alto do disco. Uma faixa que é bem capaz de dinamitar os subwoofers de muitas discos.
De seguida passamos para a também recente "My Girls" dos Animal Collective. Esta é sem dúvida a banda mais inclassificavél do século XXI. É tribal, é experimental, é folk, é electrónica, é psicadélica e agora também é pop. Batidas profundas, sintetizadores por todo o lado e vozes electronicamente distorcidas. Uma banda que influenciará toda a música do século presente.
Por último falemos de "Kim & Jesse" dos M83, é uma música assumidamente pop, que lembra dias de luz e boa disposição (bom para os melancólicos da época do Estio). Uma das melhores músicas do ano transacto. Para breve o vídeo aparecerá por estas paragens.
Queria realçar estes devaneios sonoros mas convoco a vossa atenção para toda a lista. Espero que gostem.
Valete Frates

terça-feira, fevereiro 03, 2009

La Radiolina

Última vez que a playlist teve 21 músicas. O número foi reduzido para 10 para assim facilitar a mudança de sons.

1. Tom Waits - Big in Japan
2. Bob Dylan - All Allong the Watchtower
3. Marianne Faithfull - Scarborough Fair
4. Van Morrison - Moon Dance
5. Nick Drake - Pink Moon
6. Kruder & Dorfemeister - Sex Elevator Music
7. Tears For Fears - Head Over Heels
8. The Curch - Under The Milky Way
9. Russian Red Army Choir - Kalinka
10. Tchaikovsky - Swan Lake
11. Bach - Air
12. Ennio Morricone - Once Upon a Time in the West
13. Vangelis - Love Theme From Blade Runner
14. Cat Stevens - Morning as Broken
15. John Lennon - Jealous Guy
16. Peter Gabriel - Sledgehammer
17. Madness - Our House
18. The Clash - The Magnificient Seven
19. New Order - Bizarre Love Triangle
20. Radio Dept - I Don't Like This
21. The Beta Band - Dry the Rain

Valete Frates

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

O Bom, o Mau e o Vilão - Tiroteio Final

Para todos aqueles que acham que se julgam bons demais para ver filmes de cowboy's, tenho duas palavras para vocês: Western Spaghetti. E também devo dizer que são umas bestas.
Os filmes realizado pelo mestre italiano Sergio Leone, são verdadeiras obras-primas do cinema. Ele utiliza o western como ponto de partida e depois insere-lhe os condimentos certos para tornar os filmes em algo de verdadeiramente notável.
Começa com histórias lindíssimas como painel de fundo (guerras civis, o progresso do mundo, dramas familiares), junta-lhe personagens com muita profundidade brilhantemente representadas por alguns dos actores mais carismáticos de sempre (Clint Eastwood, Henry Fonda, Claudia Carnivale, Charles Bronson), acrescenta algumas das cenas mais memoráveis do cinema e coloca a cereja no topo do bolo entregando a banda sonora ao também mestre Ennio Morricone.
Com todos estes condimentos foi criado um género específico de cinema e dos melhores filmes da história cinematográfica, sendo evocado pelos mestre modernos da realização.
Para provar tudo aquilo que disse em cima deixo este pequeno vídeo do filme "O Bom, o Mau e o Vilão".
Esta é catarse do filme, recheada de dramatismo e intensidade. O habitual duelo deixa de o ser, sendo que é introduzido um terceiro guerreiro à mistura. A colocação dos intervenientes no local certo do duelo é uma verdadeira dança coreografada, a ausência de diálogo durante a caminhada mostra uma aceitação do destino das personagens envolvidas e no fim movimentos de câmara que nos fazem reter a respiração. Suspense, drama e um magnifico enquadramento tornam esta cena algo de verdadeiramente brilhante e extraordinário.
Chega de treta e admiremos este pedaço de cinema.

Valete Frates

sábado, janeiro 31, 2009

Crescimento Separatista

Posso dizer que tive a felicidade de crescer quase sempre com o mesmo grupo de pessoas ao longo da minha adolescência. Um grupo de pessoas bastante diversas cada um com qualidades e defeitos que os tornavam não únicos, mas diferentes.
Mas alguns ficaram esquecidos ao ponto de eu já os cumprimentar na rua porque já nada tenho haver com eles. Foram pessoas que tomaram um rumo diferente desde de muito cedo e como isto foi numa altura pré-msn, pré-putos-de-12-anos-com-telemóveis e pré-morangos (sou mesmo um velhadas não sou?), as pessoas simplesmente perderam o contacto quase instantaneamente.
Todavia houve sempre um núcleo duro de colegas que foram mantendo ao longo dos anos. Com alguns desses cheguei a desenvolver fortes amizades, sendo que fomos ganhando alguma maturidade (muito pouca) juntos, partilhando ideias, experiências e as outras coisas normais para miúdos do secundário.
Depois veio a universidade e tudo descanbou. Fomos todos repartidos por várias universidades e localidades. Isto não tinha nada de mal, é a evolução natural das coisas, renovação da vida, mais experiências e vivências, e a distância seria uma barreira complicada, tirando o facto de todos continuarmos a morar na mesma terrinha minhota.
A distância sem dúvida que se criou mas não foi física como se esperava, foi emocional. De repente os momentos de convivência tornaram-se frios e distantes, medrosos e frívolos. É como se fossemos todos estranhos, como se ninguém se conhece-se. Temos receio de contar coisas que nos atormentam, segredos e medos. A confiança perdeu-se.
O novos amigos são muito mais interessantes, o pessoal da universidade é que é fora. Usam rastas, andam com t-shirt's do Che Guevara (ai, amado Che... reduzido a icone pop sem conteúdo...), fumam umas brocas, bebem até cair para o lado. Aliás as histórias de bebedeiras são do pior, são todas iguais e acabam sempre da mesma forma, com alguém a cair ou a vomitar as entranhas. Ó pá, não sou nenhum santo, eu também tenho as minhas, agora não faço delas um estandarte para todo o mundo saber quem eu sou.
Toda a gente passa a defender ideais diferentes, mas supreendentemente todos ocos e desprovidos de sentimento. Depois arranjam-se uns namoros, que normalmente são vistas como as melhores pessoas do mundo que no fundo, alguns, são umas grandes bestas,e...pronto acaba-se o curso e está na hora de se casar. Bora lá parir um par de pequenos e programá-los para se comportarem da mesma forma insensivel e deslocada do mundo que nós.
Eu sei, estou sempre a bater no mesmo, mas a verdade é essa. Nós os "jovens", perdemos o romantismo, o idealismo de ser jovem. Olhei em vossa volta e depois venham-me dizer o contrário. Se amigos conseguem tratar-se tão friamente e preocupar-se tão pouco uns com os outros, então é porque somos velhos ainda antes de sermos novos. Vamos morrendo por dentro cedo demais.
Valete Frates

sábado, janeiro 24, 2009

Aconteceu em... Dezembro 08

Isto está cada vez pior, falar de um mês de 2008 quando já estamos em pleno ano de 2009, bem, digamos que não abona em meu favor pois não?
Mas pronto, temos que manter um registo das coisas que se passaram senão não haveriam haveria história pois né? Ou será que sim?
Isso também não interresssa, o que interessa isso sim é que em Dezembro de 2008 o Benfica foi indecentemente roubado. Quero que isto fique escrito aqui e passado para uma acta qualquer, as pessoas no futuro têm que saber como era maltratada essa gloriosa e enorme instituição que é o Sport Lisboa e Benfica. Aqueles senhores com um apito estavam bem era no carnaval de Torres Vedras, junto daquelas brasileiras com carne gelatinosa.
O Cowboy Bush (ou Mr. Bush "Bang Bang", como diz o Sr. Chávez), ia levando com um par de sapatos na cara. Posso dizer que o presidente dos EUA tem uns reflexos muito acima da média, duas esquivadelas à verdadeiro boxeur. Sem dúvida o momento cómico do ano.
Para além disso foi crise, crise, crise e mais crise. Ninguém tem dinheiro mas os hotéis da Madeira encheram. Hmm, porque será? Será que a crise só atinge alguns? Eu acho que não, que todos passamos verdaeiras dificuldades, aliás acho que o governo deveria aprovar um plano de apoio a esses pobres coitados que não têm dinheiro para comprar calções de banho da Armani ou dinheiro para atestar as suas lanchas. Pobrezinhos passam tantas dificuldades, senão fosse o governo a investir nas suas empresas, ou a comprar os seus bancos eles até teriam que passar a passagem de ano no continente.
Para terminar as escolhas do costume:

Neste mês li:
Edgar Allan Poe - Histórias de Mistério e Imaginação
Colecção de contos do mestre da intriga e conto negro. Histórias de terror, de aventura, crimes e vinganças, capazes de conseguir prender uma pessoa a um livro, coisa rara nos dias de hoje. Bem mais interessante que a maior parte das séries da TV, onde somos capazes de mergulhar no medo e no lado mitologico do mundo de Poe. Recomendado para todos e mais alguns.



Neste mês vi:
Joe Strummer - A Alma dos Clash

Enorme é palavra certa para descrever este documentário. Com comentários do próprio Joe Strummer, é como se a narrativa fosse na primeira pessoa, uma espécie de auto-biografia.
A história de um verdadeiro cidadão do mundo. Nascido na Turquia, aos 10 anos já tinha percorrido meio mundo (México, Malawi...). Grande defensor dos ideais esquerdistas, um verdadeiro revolucionário dentro da música e fora dela. Com as suas letras ajudou a elevar o punk para o estatuto de música de intervenção social. Um homem com uma causa maior que a sua própria vida, que levava bastante a sério o mundo em que vivia, e por isso queria participar ao máximo na luta pela igualdade de todos os seus seres. Verdadeiramente inspirador.

Neste mês ouvi:
Rui Reininho - Companhia das Indias

No final de 2008, sai o à muito esperado disco a solo de Rui Reininho. E posso dizer que ele faz tudo menos desiludir. Ao ouvir o disco não dá para não reparar na imensa panóplia de sons, com a qual somos bombardeados ao longo das várias faixas. Temos de tudo: world music, eletrónica, pop, rock, blues... A maior parte dos ambientes sonoros foram criados por um convidado muito especial, o muito talentoso Armando Teixeira. Mas a lista de convidados também inclui nomes como Legendary Tigerman e Slimmy.
É um registo muito bom por parte do vocalista dos GNR, com uma qualidade muito acima do panorama pop-rock nacional.

Valete Frates

The Strokes - You Only Live Once

Quem gosta muito, mas mesmo muito dos Strokes?
Para vocês é este vídeo, já estava para o pôr por estas banda à muito, muito tempo atrás, e vá-se lá saber porquê foi ficando esquecido.
Vídeo muito engraçado, com casacos ao xadrez (literalmente) e uma mistela negra que se alguém souber aquilo que é agradeço muito.
Divirtam-se, porque só se vive uma vez (frase super-cliché, pior que esta só mesmo "Carpe Diem").

Valete Frates

Back in Business

Meninos e meninas, senhores e senhoritas, estou de volta!
Finalmente um pouco de tempo para acalmar um bocado, e também vontade para vir meter mais um pouco de fastio para a Senhoríssima Blogoesfera.
Pois é foi díficil e tortuoso o caminho que me trouxe de volta mas cá estou. Entre a universidade, a preguiça e a falta de inspiração, muitos foram os motivos que me afastaram, mas agora cà estou eu.
Espero que o regresso seja durante algum tempo.
Valete Frates

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Aconteceu em... Novembro 08

Quero realçar algumas coisas que se passaram em Novembro...a meio de Dezembro. Ando um pouco desfasado no domínio dos tempos, mas isso não é anda que apoquente um estudante de electrónica (piada para engenheiros).
Digamos que Novembro foi bastante pródigo em acontecimentos relevantes para a história da humanidade.
Barack Obama venceu a John McCain as eleições para a presidência dos EUA tornando o primeiro presidente dos EUA negro. Obviamente isto tem uma forte conotação social e histórica, não fosse a América um país com um vasto historial de escravatura e diferenciação racial. O mais curioso é que ele nunca fez nada de especial. Tem uma história de vida interessante mas fica por aí. Não me entendam mal, eu gosto e muito do discurso do homem, mas numa altura em que o mundo precisa de liderança e experiência, fomos apostar num indíviduo que ainda não tem nenhumas provas dadas. Todavia foi sem dúvida a escolha mais acertada em relação às opções dadas. Ele pelo menos tem o discurso certo e o carisma, veremos se tem algo mais que isso.
De resto estas eleições norte-americanas foram um verdadeira de propaganda mundial, um pouco por todo o mundo toda a gente seguia com relativa atenção o que acontecia durante a campanha, sendo que por todo o mundo os mais diversos lideres internacionais congratularam publicamente a vitória do ex-senador. Foi um fenómeno de demonstração do poder da globalização. Toda a gente sabe que será por aquele homem passaram todas as decisões de real relevância para o mundo inteiro. Foi algo que alguns parecem ter finalmente compreendido depois do duplo mandato de "Cowboy" Bush (vou ter saudades das suas piadas).
Outra demonstração do poder da globalização foi a queda a nível mundial das bolsas de valores. Após décadas de serem uma pedra Filosofal para transformar ar em ouro, por fim o verniz estalou e podemos ver um pouco para dentro das trafulhices e canalhices que algumas das pessoas mais confiaveis das finanças fizeram ao longo dos anos. Impressionante o que as pessoas conseguem descobrir quando falta dinheiro. Descobrem-se crimosos, ganânciosos, e também gente faminta e dificuldades, desemprego. Não sei, penso que só vem provar que a abundância de dinheiro é o melhor cosmético para uma sociedade à muito podre.
Por cá descobriu-se a pila ao macaco, ou seja descobrir-se o "governo sombra do PSD" (como muito bem referiu o Sr. Louçã, que quando não fala só para contrariar até diz umas coisas com muita verdade), encoberto no BCP. Entre ex-ministro, ex-Secretários de Estado e outros taxistas vários venho o Diabo e escolha a ordem porque eles vão todos parar lá.
Posto isto vamos falar de coisas sérias, as escolhas do Marcelo aqui do blog:

Neste mês li:
Os Irmãos Karamázov Vol. 1 - Fiódor Dostoiévski
Tenho um pouco de medo de falar sobre este livro, pois é algo que me transcende numa larga medida. E eu ainda só li o primeiro volume.
Uma narrativa extensa e entusiasmante sobre uma familía condenada à tragédia quase desde do início do livro. Temas diversos e complexos como a vida, a morte, a existência e condição humana, o invariante percurso da vida condicionado pelo destino, o papel da religião no mundo e na humanidade, a dialetica dever/vontade, e mais meia dúzia de temas que não sou capaz de enumerar.
Sem dúvida alguma um dos maiores livros da história da humanidade, que contém passagens verdadeiramente inesqueciveis. Assim de repente ressalvo a passagem do "Grande Inquisidor" e as memórias do Padre Zóssima. Profundo e aprofundado o livro ideal para ler durante o Inverno rigoroso e lembrar para o resto da vida.

Neste mês vi:
Lila Dit Ça - Ziad Doueiri
Filme "franciú", que embora não seja um filme que vá mudar a vossa vida, é muito interessante. Temáticas interessantes são aqui retratadas. O estado actual da vida dos franceses descendentes de emigrantes norte africanos, retratando as dificuldades e as faltas de oportunidades para singrarem na vida (situação que pode ser muito bem extrapolada para cá), a sexualidade, a dificuldade de exprimir o amor que por vezes não é lá muito bem sinalizado embora seja extramamente explícito.
Um filme muito insinuante que contem dois excelentes desempenho no qual se destaca Vahina Giocante no papel de Lila. Bastante provocante e inocente, muito ao estilo de Lolita (sem a relação com o homem mais velho). Combinação fatal para prender a atenção de qualquer homem. Ou seja é um filme onde todos ficam contentes, as mulheres têm uma história de amor e os homens algo para olhar (garanto-vos que vale a pena).

Neste mês ouvi:
Made in The Dark - Hot Chip
É pá, pode não ser o melhor disco deles (o Warning era mesmo muito bom, o que colocou as expectativas bastante elevadas), mas este albúm está bem ao nível dos Hot Chip. Música de dança alegre e alternativa, para quem deseja ouvir algo diferente. Não é algo completamente diferente como so Monty Python, mas é fora do comum. Excelente baladas electrónicas, talvez num número um pouco elevado todavia muito boas. Nota-se uma sonoridade mais próxima da Pop, mais direccionada para os tempos de estio. Um albúm com músicas com Shake a Fist, Hold On e Ready For the Floor tem que ser um disco muito bom.

Valete Frates

domingo, dezembro 14, 2008

Deolinda - Lisboa Não é a Cidade Perfeita

Relendo os últimos posts, vejo a minha total falta de inspiração para escrever alguma coisa de jeito. Estou a atravessar um momento que penso ser melhor escutar do que estar para aqui a falar. Vou pedindo balões de oxigénio enquanto vou amealhando ideias para começar a escrever de novo. Entretanto vou colocar mais um vídeo para respirar mais um bocado.
Desta vez a minha escolha vai para... o fenómeno da Deolinda, não tivesse eu ido vâ-la este fim de semana.
Entre todas as músicas que acho serem excelentes, à uma que considero excepcional, Lisboa Não É A Cidade Perfeita.
Balada lindíssima, com uma excelente história, melancólica, saudosista e irreparavel, muito à portuguesa. Com a excepção do Tejo ser lilás é claro.

Valete Frates

terça-feira, novembro 25, 2008

Cloud Room - Blue Monday

Sinceramente já estou farto de ouvir versões de milhares de milhões de versões e remixes da Blue Monday dos New Order, portanto fui quando ouvi esta música pela primeira vez fui com um pé atrás.
Para supresa minha, a música havia sido completamente reconstruída. Muitas alterações na estética da música, mas todavia o seu núcleo permanece inalterado, sendo que continuamos a sentir a cadência dos acordes do baixo de Peter Hook.
Fica para inglês ver.

Valete Frates